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Dos 28 candidatos a governador, 16 fazem campanha para Bolsonaro e só três declararam voto a Fernando Haddad

A onda bolsonarista puxa apoios naturais e também candidatos de outras legendas. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A uma semana para o segundo turno, o cenário que se desenha é favorável à eleição de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República, segundo as pesquisas de intenção de voto. Um dos reflexos do desempenho do capitão da reserva está nas disputas dos Estados que escolherão seus governadores em 28 de outubro. Dos 28 finalistas, 16 declaram apoio ao presidenciável do PSL. Outros nove estão neutros em relação à eleição presidencial, enquanto apenas três fazem campanha para Fernando Haddad (PT) — Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte; João Capiberibe (PSB), no Amapá; e Belivaldo Chagas (PSD), em Sergipe.

Desse grupo, nove devem sair vitoriosos das urnas, caso as sondagens se confirmem. Somente em um Estado com segundo turno, o Rio Grande do Norte, um apoiador formal de Bolsonaro corre o risco de perder para alguém que defende Fernando Haddad (PT).

Dos governadores eleitos no primeiro turno, sete apoiam Fernando Haddad. Três promovem a candidatura de Bolsonaro. Outros três adotaram a neutralidade no segundo turno. No Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB) anunciaram, pelo menos oficialmente, a neutralidade na disputa presidencial.

Adesões contraditórias

A onda bolsonarista puxa apoios naturais (partidários do líder das pesquisas) e também candidatos de outras legendas, sendo que alguns contrariam as orientações de suas próprias siglas. É o caso dos pedetistas Juiz Odilon (MS), Amazonino Mendes (AM) e Carlos Eduardo (RN), que declaram voto em Bolsonaro no segundo turno, apesar de o PDT apoiar criticamente Haddad. Segundo o Ibope, eles correm o risco de perder em seus Estados.

O movimento em favor do candidato do PSL tem uma particularidade: em cinco Estados, os dois finalistas pelos governos locais apoiam publicamente Bolsonaro. Isso ocorre em Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

O PSL conseguiu colocar três candidatos a governos estaduais no segundo turno: Comandante Moisés (SC), Antonio Denarium (RR) e Marcos Rocha (RO). De acordo com pesquisas de intenção de votos, eles caminham para vitórias amplas sobre os respectivos adversários. Nesses três Estados, Bolsonaro recebeu mais de 60% dos votos no primeiro turno.

O sentimento anti-PT das eleições deste ano faz candidatos do PSDB apoiarem Bolsonaro no segundo turno. Na etapa inicial, o partido concorreu ao Palácio do Planalto com Geraldo Alckmin. Os tucanos João Doria (SP), Eduardo Leite (RS), Reinaldo Azambuja (MS) e Expedito Júnior (RO) aprovam o candidato do PSL. Antonio Anastasia (MG) e José Anchieta (RR) não declararam apoio a Bolsonaro.

“O PSDB não apoiará nem um nem outro e libera seus filiados e líderes para que decidam de acordo com sua consciência, com sua convicção e com a realidade de seus estados”, disse Geraldo Alckmin, presidenciável tucano em anúncio do posicionamento do partido para o segundo turno.

Apenas no Pará nenhum candidato ao governo local no segundo turno declarou apoio a algum dos presidenciáveis. Helder Barbalho (MDB) e Márcio Miranda (DEM) disputam o comando do Executivo paraense.

 

 

 

 

 

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