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Durante reunião com representantes de outros Estados, RS destaca avanços na agricultura de baixo carbono

Prática busca equilíbrio entre produtividade no plantio e sustentabilidade ambiental. (Foto: GAI Media)

Os avanços gaúchos na chamada “agricultura de baixo carbono” foram destaque durante reunião técnica, nessa segunda-feira (2), do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). Além do Rio Grande do Sul, o colegiado conta com a participaçao de integrantes dos governos de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Em formato híbrido (presencial e online), o evento teve como representante do Estado o engenheiro florestal Jackson Brilhante, vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e coordenador do Comitê Gestor Estadual do “Plano ABC+RS”. Ele apresentou diretrizes e metas previstas até 2030.

A iniciativa contempla oito tecnologias mitigadoras de emissões de carbono na atividade agropecuária, conforme já detalhado pelo Rio Grande do Sul em reunião do Codesul de agosto do ano passado:

– sistema de plantio direto.
– bioinsumos.
– recuperação de pastagens degradadas.
– terminação intensiva.
– sistemas de integração.
– florestas plantadas.
– sistemas irrigados.
– manejo de resíduos da produção animal.

Por agricultura de baixo carbono compreende-se um conjunto de práticas agrícolas sustentáveis e destinadas a reduzir a emissão de gases associados ao efeito-estufa (tais como metano e óxido nitroso) durante a produção de alimentos, ampliando a fixação de carbono no solo e também a produtividade no plantio. Na origem está a busca de equilíbrio entre produtividade agropecuária e conservação ambiental

Êxito

Na avaliação do coordenador, o plano se consolidou como política pública estadual, mantida ao longo de quatro governos até o momento:

“Desde 2023, são realizadas reuniões anuais de apresentação e monitoramento das ações com os integrantes do comitê gestor (2020–2025). No período mais recente, o Estado já contabiliza a expansão de 1,5 milhão de hectares com práticas de baixo carbono”.

A iniciativa reúne instituições parceiras na implementação de tecnologias voltadas à mitigação das emissões e à ampliação da fixação de carbono no campo, fortalecendo práticas sustentáveis e promovendo maior competitividade ao setor agropecuário das regiões Sul e Centro-Oeste.

O objetivo é promover a adaptação às mudanças climáticas e contribuir para o controle das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no setor agropecuário gaúcho. A estratégia busca ampliar a eficiência e a resiliência dos sistemas produtivos, com base em uma gestão integrada da paisagem rural.

Continuidade

Já o secretário-executivo do Codesul no Paraná, Orlando Pessuti, destacou que os representantes dos quatro Estados deram continuidade às discussões sobre agricultura de baixo carbono. A finalidade é atuar de forma integrada no desenvolvimento regional – papel estratégico desempenhado pelo Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul.

Dentre os encaminhamentos definidos está a criação de um grupo de trabalho (GT) específico para tratar das políticas de baixo carbono. Pessuti finalizou: “Após a elaboração da proposta, o documento será submetido à validação dos governadores dos quatro Estados, a exemplo de outros grupos de trabalho já instituídos no âmbito do conselho”.

(Marcello Campos)

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