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Economia fraca, dólar forte: problemas para o Banco Central do Brasil

Alta da divisa americana nos últimos dias é um "movimento internacional", diz ministro. (Foto: Reprodução)

Economia fraca, dólar forte são problemas a serem enfrentados pelo o BC (Banco Central do Brasil). O setor de serviços, que representa cerca de dois terços da economia, fechou o trimestre com desempenho negativo, de acordo com dados divulgados na terça-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O que indica resultado frustrante para a economia nos três primeiros meses do ano.

O PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre será divulgado pelo IBGE no dia 30. A retomada da economia, que parecia animadora na virada do ano, vai perdendo força. Com a queda de 0,2% em março, o setor de serviços acumula retração de 1,5% de janeiro a março em comparação com o mesmo período do ano passado.

O que salvou o setor de um resultado ainda pior foi o grupo de serviços prestados às famílias, com alta de 2,1% em março na comparação com fevereiro. Mas no trimestre ainda se registra queda de 2,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2017.

Em transportes, que reflete o ritmo da atividade econômica em geral, os três primeiros meses foram de resultados negativos, embora na comparação com os mesmos meses do ano passado o desempenho passa a ser positivo.

É nesse ambiente de atividade econômica morna e volatilidade no mercado de câmbio, com alta na cotação do dólar, que o Banco Central vai decidir sobre a taxa de juros nesta quarta-feira (16). Deve-se confirmar a expectativa de queda de 0,25 ponto percentual na Selic.

A cotação da moeda americana já não reflete apenas a alta dos juros nos Estados Unidos. O processo eleitoral exerce também sua influência. O que torna mais complexa a estratégia que o Banco Central terá de adotar daqui pra frente.

Brasil não está imune

A alta do dólar registrada nos últimos dias é um “movimento internacional” e o Brasil não está imune a ele, afirmou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, a jornalistas. Na terça (15), o dólar operou em alta diante da incerteza eleitoral no País e do temor de que os juros nos Estados Unidos subam mais do que esperado neste ano. A moeda dos Estados Unidos fechou no maior nível em mais de 2 anos. Às 12h20min, o dólar subia 1,37%, a R$ 3,6772 na venda. Na máxima do dia, chegou a R$ 3,6932.

“Vejo [a valorização] como uma tendência internacional de fortalecimento do dólar. Se olharmos para os países emergentes, ou para as principais moedas, estão se desvalorizando em relação ao dólar”, declarou Guardia.

Questionado sobre as medidas que o governo pode adotar para controlar a disparada da moeda norte-americana, o ministro disse que a melhor resposta do governo é persistir no processo de “consolidação fiscal”, ou seja, de melhoria das contas públicas, que vêm registrando rombos bilionários. “No curto prazo, é um movimento internacional de valorização do dólar. E o Brasil não está imune a isso”, completou ele.

 

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