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Eduardo Cunha pede segredo a empreiteiro sobre serviço que prestou a um concorrente

Cunha avisou a Otávio que demanda havia sido atendida, mas ressaltou que tinha que ser mantido “em segredo”. (Foto: Freepik)

Diálogos nos celulares do segundo maior empreiteiro do País pego na Operação Lava-Jato, o presidente afastado da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, com o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) revelam acordos entre ambos, de acordo com a PF (Polícia Federal).

Um deles chamou a atenção dos investigadores: Cunha confirma a Otávio que atendeu a uma demanda da CNO (sigla para Construtora Norberto Odebrecht) para modificar um trecho de um projeto de lei, mas ressaltou que tinha que ser mantido “em segredo”.

O relatório da PF não deixa claro qual o projeto de lei que os dois discutiram, mas reforça as suspeitas do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que o peemedebista atuava como “longa manus” das empreiteiras. Uma das linhas de investigação contra Cunha no STF (Supremo Tribunal Federal) é justamente sobre a suposta atuação do peemedebista para fazer lobby e cobrar recursos de empresas em diferentes projetos de leis e medidas em tramitação no Congresso Nacional.

Os investigadores também localizaram outros diálogos, como o que ambos conversam sobre o envio de um “material”. Mas a conversa não deixa claro o que significa. Em outra conversa, eles marcam um encontro.

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