Menos de 48 horas após a eleição de Luciano Zucco (PL) para governador do Rio Grande do Sul, o atual mandatário Eduardo Leite (PSD) discutiu com seu secretariado os preparativos para o período de transição. A primeira reunião com a equipe do futuro chefe do Executivo – que assumirá o cargo em janeiro – está marcada para as 9h de sexta-feira (9) no Palácio Piratini, deflagrando formalmente o processo.
O encontro foi realizado no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), em Porto Alegre. De acordo com Leite, o Estado disponibilizará um espaço no Centro Empresarial Guaíba, edifício localizado próximo ao Shopping Praia de Belas. No local deve ser instalado o escritório de transição e a estrutura necessária para que a nova gestão possa indicar representantes para acompanhar o processo.
Chefes de todas as pastas estaduais já estão preparando os cadernos de transição, com informações sobre contratos, programas, projetos, orçamento e compromissos previstos para os próximos meses. “O trabalho vinha sendo organizado e agora será finalizado para subsidiar a nova equipe”, relata o portal estado.rs.gov.br.
Os secretários da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior, e de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), Danielle Calazans, serão responsáveis, respectivamente, pela coordenação política e técnica do processo. Também serão realizadas todas as reuniões individuais e com as equipes técnicas necessárias para garantir o que Leite define como “uma transição exemplar”.
Ele declarou: “Vamos trabalhar para que essa mudança aconteça com maturidade institucional e para que nenhum projeto importante sofra descontinuidade. Nosso compromisso é fazer uma transição transparente e com diálogo. O poder passa e o governo muda de mãos, mas o Rio Grande do Sul permanece, e o processo de transição deve ser digno da estatura do povo gaúcho”.
Na Assembleia Legislativa, o governo abriu mão da relatoria do orçamento. O objetiv é permitir que a base do governo eleito possa assumir essa tarefa e participar da construção da proposta que será executada pela próxima gestão, de 2027 a 2030.
Neutralidade no 2º turno presidencial
Nem Flávio Bolsonaro (PL), nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eduardo Leite (PSD) deve manter no segundo turno da eleição presidencial a mesma posição de neutralidade adotada no primeiro.
Em declaração ao jornal “Folha de S.Paulo”, o governador gaúcho fez a ressalva de que o assunto terá que ser discutido com seu partido. Mas se a decisão depender dele, a tendência é de repetir a postura de não-envolvimento: “Eu me inclino por não me manifestar”.
Fontes ligadas ao PSD sinalizam que a legenda vai liberar seus filiados para decidir individualmente o assunto nas urnas.
(Marcello Campos)
