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Eike Batista chega ao presídio Ary Franco, na Zona Norte do Rio

Eike teve prisão decretada na Operação Eficiência, desdobramento da Calicute, fase da Lava Jato, no Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução)

O empresário Eike Batista chegou ao presídio Ary Franco, na Zona Norte do Rio, por volta das 11h15min desta segunda-feira (30). Ele foi preso por agentes da Polícia Federal logo após desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, às 10h. O empresário é suspeito dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Eike não tem nível superior, então não poderia ser levado para Bangu 8, mesmo presídio em que está o ex-governador Sérgio Cabral. Segundo dados de dezembro do ano passado, o presídio Ary Franco está superlotado. A unidade, que tem capacidade para 968 presos, atualmente tem 2.129 presos.

Eike teve a prisão preventiva decretada depois que dois doleiros disseram que ele pagou US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral, o equivalente a R$ 52 milhões, em propina. A prisão do empresário foi decretada pelo Juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal, na operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato no Rio de
Janeiro.

O avião que trouxe Eike de volta ao Brasil pousou no Galeão às 9h54min da manhã desta segunda (30). O empresário chegou ao Instituto Médico Legal por volta da 10h30min para ser submetido ao exame de corpo de delito.

O empresário, considerado foragido após ter viajado a Nova York dias antes da operação policial para tentar prendê-lo, embarcou de volta ao Rio neste domingo (29). Antes do embarque, ele disse que está “à disposição da Justiça”. “Estou voltando para responder à Justiça, como é meu dever”. Eike destacou que este é o momento de “passar as coisas a limpo”.

Ele chegou sozinho ao aeroporto JFK, nos EUA, por volta de 21h50min (horário de Brasília) do último domingo (30), fez check-in e, minutos depois, passou pelo controle de passaporte. Às 22h15min, já aguardava o voo dentro da sala de embarque e pouco depois da meia-noite foi rumo a aeronave.

O empresário negou que tenha cogitado fugir para a Alemanha (por conta de também ter cidadania alemã, o que evitaria uma deportação ao Brasil) e disse que viajou a Nova York a trabalho.

Os advogados do empresário tentaram negociar a ida dele para um presídio especial mas não tiveram êxito. (AG)

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