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“Ele perguntava quantas pessoas tinha matado”, diz soldado que resgatou vítimas de ataque em Santa Catarina

Homem esfaqueou três crianças e duas professoras de uma escola infantil do município de Saudades, no Oeste de Santa Catarina. (Foto: Divulgação/CBM-SC)

Após esfaquear três crianças e duas professoras de uma escola infantil do município de Saudades, no Oeste de Santa Catarina, o suspeito de 18 anos apontado como responsável pelo ataque cortou o próprio pescoço com a faca utilizada para matar suas vítimas. Ele não conseguiu concluir a tentativa de suicídio e ficou estirado no chão.

“Ele estava sangrando bastante, mas permaneceu consciente. Perguntava quantas pessoas tinha matado. E dizia que queria morrer”, diz o soldado Raphael Blazech, do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, que fez parte do primeiro grupo da corporação a chegar ao Centro de Educação Infantil Aquarela, minutos após o ataque que causou a morte de três crianças e duas professoras por volta das 10h desta terça-feira (4).

O militar relata a cena de pânico que presenciou no local. “Era muita correria, muito desespero, com as pessoas gritando. Encontramos duas crianças mortas, assim como uma professora. Resgatamos uma outra professora e um terceiro aluno”, explicou Blazech.

Os dois feridos morreram no hospital público da cidade. “Infelizmente, não conseguimos salvar nenhuma das vítimas”, lamentou o militar do Corpo de Bombeiros.

O autor do ataque foi levado para outra unidade de saúde no município vizinho de Pinhalzinho e, horas depois, acabou transferido para um hospital em Chapecó, onde foi submetido a uma cirurgia. O autor tem 18 anos e é morador da cidade. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, ele não corre risco de morrer.

O Delegado Geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Paulo Norberto Koerich, representou o Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial na cidade e reafirmou que toda a estrutura do governo do Estado será utilizada para elucidar o crime o mais rapidamente possível.

O prefeito de Saudades, Maciel Schneider, classificou o dia 4 de maio como o “mais triste da história do nosso município”. Ele agradeceu a pronta atenção dada pelo governo estadual e ressaltou que a população não estava preparada.

“Jamais poderíamos imaginar em passar por um momento como esse. Somos uma cidade acolhedora, tanto que o nosso lema é o ‘Vale da Hospitalidade’. Nos assusta o fato que aconteceu, mas agradecemos o trabalho de todos para elucidar este crime”, declarou o prefeito. As causas do ataque são investigadas. As informações são do jornal O Globo e do governo do Estado de Santa Catarina.

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