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Eleições gerais: voto na berlinda

O segundo turno das eleições presidenciais ocorre no dia 25 deste mês. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Como sobejamente evidenciado, as eleições gerais são ocasião em que, pelo poder do voto, tanto candidato quanto eleitor estão na berlinda. O sufrágio – secreto, livre, direto, universal e legal – é garantia de escolhas legitimadas pela energia das urnas e pilar do Estado Democrático de Direito.

Por isso, votar reveste-se de alto sentido e deve ser exercido com extremo critério, cautela, atenção e rigor. É autêntico julgamento de atos, fatos, nomes e biografias que inspirem e credenciem os mais capazes para realizações produtivas em nossa Terra e nossa Pátria.

Impõe-se vigilância redobrada, alcançada por votações conscientes em pleitos com lisura, sob a égide do egrégio TSE e dos TREs. É inaceitável a pregação do voto em branco, nulo ou da abstenção, que nada resolve e favorece os menos qualificados. Impõe-se também alerta às fake news, disseminadas em redes sociais, já investigadas com rigor pelos organismos oficiais.

De conseguinte, no próximo pleito, cumpre às comunidades eleger candidatos ilibados, proativos e capazes. Para bem decidir, vale-se o eleitor do noticiário sério e de consultas públicas: verificar se o candidato responde a ações na Justiça Eleitoral, se teve contas rejeitadas nos Tribunais de Contas, se possui condenações na Justiça Comum ou registros que desabonem sua vida civil e de consumidor.

Jamais será razoável descurar, por omissão, do direito-dever cívico-constitucional de votar e ser votado. Ao fazê-lo com responsabilidade, contribui-se para que todas as camadas sociais prosperem de forma ordeira e equitativa, realizando a Justiça Social e o Bem Comum. Avante!

* Thiago Roberto Sarmento-Leite, ex-juiz do Pleno do TRE/RS

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