A necessidade de que os candidatos a cargos eletivos nas eleições proporcionais deixem funções executivas até o dia 7 de abril, fará com que o ministério do presidente Michel Temer e o governo de José Ivo Sartori, no Rio Grande do Sul, mudem radicalmente suas composições.
Desejo de manter o poder
Tanto em Brasília, como em Porto Alegre, o presidente Michel Temer e o governador Sartori enfrentam o mesmo dilema: convencer os atuais ministros e secretários a não insistirem em deixar sucessores de sua confiança. Com isso, continuariam mandando nas pastas e tirando proveito eleitoral dessa circunstância.
Elegância de Marcel
Suplente da bancada do PP, o deputado Marcel Van Hattem não agride o partido que o acolheu, neste momento em que já anunciou sua decisão de filiar-se ao Partido Novo. Além da afinidade ideológica, Marcel encontrou no Partido Novo maior espaço para buscar uma cadeira na Câmara dos Deputados. No PP, enfrentaria a natural dificuldade de buscar espaços dentro das áreas já ocupadas pelos atuais deputados federais.
Renovação dos parlamentos
A propósito destas dificuldades, na Câmara dos Deputados teremos provavelmente o maior percentual de renovação dos últimos anos. Estima-se que a renovação fique entre 30% e 40%. Tudo por conta das facilidades de que disporão os atuais deputados federais que buscam a reeleição.
Facilidades para os atuais deputados são imensas
É muito difícil para um novato buscar a cadeira de deputado federal. Além das emendas parlamentares, que garantem prestígio e gratidão de prefeitos, vereadores e comunidades, os atuais deputados federais contarão também com expressiva ajuda dos partidos. O Fundo público eleitoral será distribuído pela maioria dos partidos, apenas entre os atuais detentores de mandatos. Estes fatores dificultam o ingresso de candidatos que pretendam buscar uma cadeira no legislativo federal. Há partidos como o PMDB, que estariam assegurando até R$ 2 milhões de ajuda eleitoral para cada deputado federal. Como as doações de pessoas jurídicas estão proibidas pela atual legislação, a tendência é de reeleição de muitos deputados federais.
PTB quase definido
O PTB praticamente bateu o martelo para apoiar Eduardo Leite, candidato do PSDB ao governo do Estado. O partido indicará o ex chefe de Polícia, delegado Ranolfo Vieira Júnior, como candidato a vice.
PRB aguardando
O PRB, que foi convidado a integrar a aliança com o PDT na candidatura de Jairo Jorge ao governo do Estado, poderá indicar o candidato a vice-governador. Porém, aguarda a conversa que terá com o PMDB e o governador José Ivo Sartori.
