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Em ato na Avenida Paulista, Flávio diz que Jair Bolsonaro vai colocar a faixa presidencial nele

Flávio afirmou que o Brasil está a sete dias de tirar o PT do poder. (Foto: Charles Vieira)

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) participou de ato na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, neste domingo (18), a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais. Durante fala na manifestação, ele afirmou que o Brasil está a sete dias de tirar o PT do poder, em referência ao segundo turno das eleições presidenciais.

O candidato também disse que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), vai participar da cerimônia de posse caso ele seja eleito. “Vocês vão ver Jair Bolsonaro colocar a faixa de presidente no filho dele”, declarou.

Flávio disputa a Presidência da República com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. A votação está marcada para o próximo domingo (25). Entre os aliados presentes no ato estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), Lucas Pavanato (PL), eleito deputado federal por São Paulo, e Daniella Marques, responsável pela coordenação do programa econômico de Flávio Bolsonaro.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também participa do ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Durante a manifestação, o candidato à Presidência levantou uma bandeira com os dizeres “Fora Lula e Moraes”, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário no segundo turno, e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Voto oculto

Integrantes da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva expressam otimismo com os números favoráveis das pesquisas nos últimos dias, que reforçaram a condição de empate técnico com Flávio Bolsonaro, mas demonstram também uma preocupação com o “voto oculto” ao adversário.

A avaliação é que a apuração final para a direita costuma ficar 1 ou 2 pontos percentuais acima do patamar registrado pelas pesquisas imediatamente anteriores à eleição.

Isso decorreria de uma resistência natural de bolsonaristas a estes levantamentos, ou mesmo de um certo pudor de alguns se declararem eleitores da direita. O fenômeno ocorreu nas últimas eleições presidenciais e se repetiu no primeiro turno, quando Flávio surpreendeu e ficou à frente de Lula.

Segundo dois apoiadores de Lula, não basta empatar a disputa na reta final. É preciso chegar à véspera da votação numericamente à frente e com viés de alta, para minimizar o risco de uma surpresa negativa.

 

 

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