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Em defesa de “eleições limpas”, grupo ligado ao agronegócio enviará carta ao Supremo, Congresso e ministérios

Proposta prevê reajuste de 18% no salário de todos os servidores e magistrados da Justiça. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Seguindo o movimento de outras entidades, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, um grupo que reúne 300 representantes do setor privado, academia e sociedade civil, elaborou uma carta em defesa da democracia e do processo eleitoral no Brasil.

A documento será enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), ministérios, integrantes do Congresso Nacional, representações diplomáticas, diz o grupo.

Na carta, a instituição afirma o Brasil tem em seu alicerce “eleições limpas, onde se manifesta a vontade popular”. E que é por meio desse caminho que o País pode melhorar, amadurecer e ser reconhecido pela comunidade internacional.

O documento diz ainda que o diálogo entre pessoas que divergem de opiniões e o respeito pelo resultado das eleições é fundamental para obter o futuro desejado para o Brasil.

O grupo apresenta propostas que acreditam que devem ser abordadas nas eleições, voltadas para o combate ao desmatamento e à perda de recursos naturais; a produção de alimentos e o combate à fome; e a geração de emprego e renda.

Confira a carta completa

“A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura posiciona-se, em diversas ocasiões, em prol de uma agenda que alavanque o desenvolvimento sustentável, a economia de baixo carbono, o combate ao desmatamento e às mudanças climáticas, entre tantos assuntos de uma pauta cada vez mais ampla e transversal. Desta vez, no entanto, nosso movimento vem a público em apoio a uma bandeira sem a qual nenhuma das demais é possível: a defesa da democracia.

Nos últimos 37 anos, o Brasil dedicou-se a edificar um regime cidadão, de instituições sólidas e calcado no respeito à lei e no equilíbrio de direitos e deveres. Em seu alicerce estão eleições limpas, onde se manifesta a vontade popular. É sobre elas que se pavimenta o caminho para um país melhor, mais maduro, melhor conceituado na comunidade internacional, mais apto a liderar o debate e a implementação de agendas urgentes e que provocam mobilização crescente no mundo inteiro, como a da sustentabilidade e das mudanças climáticas.

O futuro que queremos depende do diálogo entre divergentes e do respeito ao resultado das eleições. Este deve ser um ponto pacífico entre todos os atores que se dispõem a representar a sociedade brasileira à frente de um Estado democrático de Direito.

A Coalizão Brasil divulgou recentemente suas propostas aos candidatos para as próximas eleições. Nossas contribuições giram em torno de três eixos: o combate ao desmatamento e à perda de recursos naturais; a produção de alimentos e o combate à fome; e a geração de emprego e renda. E ressaltamos que o processo eleitoral é inquestionável e imprescindível para toda e qualquer discussão que vise à prosperidade do país.

Sem democracia não há desenvolvimento e sustentabilidade. Sem sustentabilidade não há futuro possível.”

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