Nos últimos dez meses, a população carcerária brasileira aumentou em 47 mil, e chegou a 860 mil presos. A alta foi de 6%.
Em meio à pandemia do coronavírus, o Brasil tinha, até a noite desta quinta-feira, pelo menos 860.007 pessoas presas. 43% ainda não foram julgadas.
95% dos detentos são homens. Os estados com mais pessoas detidas são São Paulo (263.059), Rio de Janeiro (80.504) e Minas Gerais (78.178).
Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e podem ser ainda maiores, já que dependem majoritariamente de informações dos tribunais em cada estado.
Ainda há 361.469 mandados de prisão pendentes em todo o país. (Com informações de Eduardo Barretto)
Depoimento de Moro
Grupos de pessoas se aglomeraram na entrada da Polícia Federal (PF), em Curitiba, protestando em apoio ao ex-juiz da Lava Jato e militantes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Neste sábado (2), o ex-ministro Sergio Moro deve depor no local.
De acordo com informações da Folha de S. Paulo, houve momentos de tensão entre os dois grupos, que tiveram que ser separados em lados opostos, deixando a região central reservada para a imprensa. Cerca de 50 manifestantes se aglomeraram no local, dentre eles idosos e crianças.
Em maioria, os manifestantes pró-Bolsonaro gritavam palavras contra Moro, chamando-o de traidor. Segundo a Folha, eles foram abordados pela reportagem, mas preferiram não dar entrevista. Ainda segundo o site, muitas das pessoas presentes estavam sem máscaras, equipamento de uso individual obrigatório no Paraná para conter o coronavírus.
“Infelizmente a gente caiu na armadilha de novo. Se não fosse Moro, Bolsonaro não estaria na Presidência, o Lula estaria. Isso os bolsonarianos não reconhecem”, disse a empresária Simone de Araújo.
A imprensa foi atacada na manifestação. Um dos manifestantes iniciou uma confusão ao empurrar a câmera do cinegrafista da RIC, afiliada da Rede Record no Paraná. Ele gritava palavras de ordem contra a Rede Globo e deixou o local após ser contido por policiais.
