Em meio a recordes diários de mortes por covid-19, o governo da Rússia planeja fechar os locais de trabalho por uma semana para tentar frear a escalada do novo coronavírus.
Foram confirmadas 1.015 mortes nesta terça-feira (19), um novo recorde diário, o que elevou o total de vítimas da pandemia para mais de 225 mil – de longe o maior da Europa.
O país está com a vacinação estagnada, com apenas 31% da população totalmente imunizada, e mesmo com a alta de infectados e óbitos o governo russo evita adotar medidas de restrição.
Agora, a vice-primeira-ministra Tatiana Golikova quer que os dias entre 30 de outubro a 7 de novembro sejam considerados não-úteis, para combater o aumento de infecções.
O governo russo já adotou medidas semelhantes em outras ocasiões, mas tem descartado um novo bloqueio nacional porque o que foi feito no início da pandemia afetou fortemente a economia e também a popularidade do presidente Vladimir Putin.
O Klemlin também repetiu o apelo à população para que se imunize. “Uma posição mais responsável é necessária de todos os cidadãos”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. “Agora cada um de nós deve mostrar responsabilidade e ser vacinado”.
Em meio à alta de mortes, o Ministério da Saúde da Rússia pediu na semana passada a médicos aposentados vacinados que voltassem aos hospitais para ajudar a combater a nova onda do vírus.
Andrei Klychkov, governador da região de Orlovsky (a 325 km ao sul de Moscou), disse à agência de notícias RIA que a região está sem leitos.
Com a escalada de mortes, foram suspensos até testes de foguete para preservar oxigênio para pacientes com Covid-19. As informações são do portal de notícias G1.
