Em mensagem enviada ao Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou o “diálogo” com os parlamentares. A mensagem foi lida pelo 1º secretário da Mesa do Congresso, deputado Luciano Bivar (União-PE), na sessão solene de abertura do ano legislativo, realizada nessa segunda-feira (15).
“O diálogo é condição necessária para a democracia. Diálogo que supera filiações partidárias. Que ultrapassa preferências políticas ou disputas eleitorais. Que é, antes de tudo, uma obrigação republicana que todos nós, representantes eleitos pelo povo, temos que cumprir”, diz o texto que será lido por Rui Costa.
A mensagem de defesa do diálogo vem em um momento em que o governo vive uma tensão com o Congresso por causa do veto de Lula, que cortou R$ 5,6 bilhões de emendas de comissão. Há também desconforto provocado pelo rompimento do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.
Na mensagem, Lula exaltou a ajuda financeira a estados e municípios e citou “descaso” do governo Jair Bolsonaro com a situação. “Ele (diálogo) está presente ainda na justa resolução do sufocamento financeiro a que estados e municípios foram arrastados após a pandemia e o descaso do governo anterior.”
O presidente também procura dividir com os parlamentares os méritos pela implantação de programas, como o Desenrola, voltada ao pagamento de dívidas. “Em poucos momentos de nossa história, o Congresso Nacional esteve tão ao lado das principais conquistas da sociedade. Os programas e as políticas públicas que devolvem dignidade ao povo brasileiro e criam as bases de nosso desenvolvimento não existiriam sem o Parlamento. Programas e políticas que não são apenas do Executivo, mas criadas a muitas mãos – já nascidas, portanto, com a força da democracia”, diz mensagem.
Por fim, o presidente da República lembrou que as vitórias foram conjuntas, algumas vindas de projetos apresentados pelo Executivo e outras oriundas de textos iniciados no Congresso Nacional e “representam o nosso compromisso comum com o Brasil e o povo brasileiro para manter o País ao longo da trajetória que nós todos começamos a trilhar pelos direitos mais básicos daqueles que ainda sofrem com a fome, com as desigualdades, o preconceito, a violência e o ódio”. As informações são do jornal O Globo e da Agência Câmara de Notícias.
