Preocupada com a crescente corrente do mercado que contava com um corte de juros ainda este ano, a direção do BC (Banco Central) fez uma ação coordenada para passar a mensagem de que não há essa expectativa entre os seus diretores. Nem mesmo entre os “dovishes”, expressão inglesa do mercado financeiro para classificar os executivos que são considerados mais tolerantes com a inflação. Em um dia de poucos negócios, o mercado reagiu bem ao discurso uníssono do BC e as taxas de juros futuras acabaram caindo na sexta-feira.
Três membros do Copom (Comitê de Política Monetária) garantiram que não há espaço para cortes na Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 14,25% ao ano. Na quinta-feira, o presidente do BC, Alexandre Tombini, e o diretor Aldo Mendes tocaram no tema. Na sexta-feira, foi a vez de o diretor Altamir Lopes, responsável por uma divulgação de informações regionais em Fortaleza (CE), engrossar essa lista e também comentar o assunto. “Para trazer a inflação para 4,5% em 2017, nosso cenário não contempla queda dos juros”, garantiu.
Os três votaram na última reunião pela manutenção da taxa, de um total de oito integrantes do colegiado. (AE)
