Vencedor de seis Prêmios Açorianos e com trajetória consolidada na música brasileira, o violonista e compositor gaúcho Felipe Azevedo apresentará em Porto Alegre na noite de 24 de julho (sexta-feira) seu novo show, “O Fio da Emoção: A Emoção em Movimento”. O evento tem início marcado para as 19h no Teatro Oficina Olga Reverbel – rua Riachuelo nº 1.089 (Centro Histórico).
O músico integra canto, instrumentação e gestualidade cênica sutil para compor uma narrativa ao longo da apresentação, com um repertório de composições autorais, poemas musicados e releituras que dialogam entre si e com diferentes estados emocionais. Ele compartilha:
“A concepção do espetáculo começou a tomar forma durante o período de isolamento pela pandemia e amadureceu ao longo do tempo, atravessando também as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024. Essas experiências despertaram reflexões sobre a capacidade humana de transformar acontecimentos traumáticos em potência criativa”.
Dentre as novas versões está um arranjo para “Flor”, dos também gaúchos Nico Nicolaiewsky (1957-2014) e Silvio Marques, propositalmente aproximada dos versos de “A Flor e a Náusea”, do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987). “O ‘Fio da Emoção’ é construído, acima de tudo, por um corpo emocionado, que transforma sua emoção em movimento e vibração”, acrescenta Felipe.
Com direção artística de Silvia Canarim, preparação corporal de Cibele Sastre e participação especial do pesquisador e instrumentista Tales Melati (pesquisador de instrumentos antigos), o show tem sua primeira apresentação completa a ser aberta ao público, após sessões exclusivas para apoiadores do projeto e apresentações em formato reduzido. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma sympla.com.br e na bilheteria do Theatro São Pedro.
Pesquisa
O espetáculo também representa a concretização de pesquisa desenvolvida por Felipe e que resultou na criação da metodologia Violão Com Voz (VCV), a partir de sua atuação artística e acadêmica. Mestre em Estudos da Canção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ele investiga novas possibilidades de integração entre canto e instrumento, partindo da ideia de que respiração, pulsação, corpo e musicalidade formam um único organismo criativo.
Essa pesquisa deu origem ao livro “Primeiros Toques – Metodologia Violão com Voz” e tem despertado interesse tanto no meio acadêmico quanto entre outros músicos do País. No palco, esse estudo ganha forma e se expande por meio da utilização de diferentes instrumentos: além do violão, Felipe incorpora à performance viola caipira, ukulele, trécula e uma guitarra flamenca construída em Valência, na Espanha.
(Marcello Campos)
