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Em Porto Alegre, a polícia conseguiu evitar confronto entre manifestantes pró e contra Bolsonaro

Em duas semanas, essa foi o terceiro ato de bolsonaristas no local. (Foto: Reprodução/Twitter/Fernanda Melchiona

O trecho da Rua dos Andradas em frente ao CMS (Comando Militar do Sul), no Centro Histórico de Porto Alegre, voltou a ser palco de aglomerações de apoiadores de Jair Bolsonaro na tarde deste domingo (3). Ao mesmo tempo, um grupo contrário ao atual presidente da República também se posicionou no local. Houve troca de insultos de lado a lado e, para evitar confrontos, a BM (Brigada Militar) instalou um cordão de isolamento. Não houve incidentes.

Vestidos de verde e amarelo e portando bandeiras do Brasil, dezenas de bolsonaristas agitavam bandeiras do Brasil e gritavam palavras-de-ordem contra o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal), além de pedir intervenção militar no País – alguns também criticavam medidas de isolamento para combate ao coronavírus. Diversos deles eram idosos, alguns estavam sem a máscara de proteção facial e vários hostilizaram repórteres que cobriam o ato.

Informações não oficiais dão conta de que três ou quatro manifestantes contrários ao presidente e autoproclamados “antifascistas” teriam sido revistados e detidos por brigadianos após entrarem em confronto com bolsonaristas em área próxima ao protesto. Empunhando uma faixa com a frase “Renuncia, Bolsonaro. Chega de mortes!” (em uma provável alusão aos óbitos brasileiros por coronavírus), eles teriam revidado a agressões, gerando um princípio de tumulto que só terminou com a intervenção policial.

Ponto de “peregrinação”

Essa foi a terceira vez, nas últimas semanas, em que a área de quartéis do Exército na Rua dos Andradas recebeu manifestantes favoráveis ao chefe do Executivo federal. Na mais recente delas, quinta-feira passada (30), o próprio Bolsonaro esteve na sede do Comando Militar do Sul para acompanhar a posse do novo chefe do CMS, general Valério Stumpf Trindade.

Exatamente duas semanas antes, no mesmo trecho, um ato em apoio ao governo federal foi marcado por um indicente, quando um pequeno grupo de homens e mulheres foi atingido por socos e pontapés de bolsonaristas. Os responsáveis pela agressão acabaram identificados horas depois e chegaram a prestar depoimento à Polícia Civil.

Enquanto isso, em Brasília…

O protesto deste domingo foi realizado no mesmo dia em que Bolsonaro participava, em Brasília, de um ato com a mesma pauta de repúdio ao Legislativo e ao Judiciário. Os participantes também bradavam contra o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro e reivindicavam intervenção militar e imediata no País. Alguns manifestantes agrediram uma equipe do jornal “O Estado de S. Paulo”, que precisou deixar o local sob escolta de policiais.

Acompanhado da filha caçula, de 9 anos, Bolsonaro acenou do Palácio do Planalto para os manifestantes que se aglomeravam em frente ao local. Participantes do ato subiram a rampa do prédio e estenderam uma bandeira do Brasil. Outros optaram por uma carreata, em um protesto convocado por meio das redes sociais.

(Marcello Campos)

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