Na propaganda eleitoral gratuita no rádio, neste sábado (8), o candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, lembrou atentado sofrido na última quinta-feira (6) pelo candidato do PSL a presidente, Jair Bolsonaro, e disse que as diferenças partidárias se resolvem com política e não com violência.
Bolsonaro levou uma facada no abdômen durante ato de campanha no Centro de Juiz de Fora (MG) na última quinta-feira (6). Bolsonaro foi operado e transferido para Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo na sexta-feira (7). Em sua conta no Twitter, Bolsonaro disse que está bem e que está se recuperando.
“Debate das idéias, por mais divergentes que elas sejam, é uma exigência da democracia. Para resolver diferenças partidárias existe a política. A política é a única arma aceitável numa disputa eleitoral. Nada justifica a violência”, afirmou o tucano.
Até o atentado da última quinta-feira (6), Alckmin vinha criticando Bolsonaro diretamente nos programas no rádio e na televisão. Em discurso de solidariedade, Alckmin disse que está em orações por Bolsonaro.
“Eu e minha família estamos juntos nas orações pela plena recuperação do candidato Jair Bolsonaro”, disse Alckmin na propaganda.
A propaganda de Geraldo Alckmin disse, ainda, que violência sempre foi o pior caminho para atacar a violência e que o País inteiro está estarrecido com ato de violência contra Jair Bolsonaro.
“Chega de uns contra outros. É preciso ter serenidade. É urgente a gente pensar na construção de uma nova nação, com paz no lugar de guerra. Não é na bala e nem na facada que vamos construir essa nação, é no diálogo”, afirmou a campanha.
O candidato do Podemos à Presidência da República, Alvaro Dias, também mencionou o ataque a Bolsonaro durante a propaganda eleitoral.
“Espero que ele se recupere rápido”, disse. “Eu sempre soube que não é na faca e nem na bala que vamos resolver os problemas”, concluiu o candidato do Podemos.
Críticas
O candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, pediu a troca de propagandas a serem veiculadas no rádio após o atentado ao adversário do PSL, Jair Bolsonaro.
Nos últimos dias, as inserções de rádio do tucano se concentravam em críticas a Bolsonaro, especialmente em relação a mulheres e empregadas domésticas.
O deputado vinha sendo atacado por causa da discussão protagonizada com a deputada Maria do Rosário (PT-RS) e por ter votado contra a emenda constitucional que ampliou direitos trabalhistas de domésticas.
A coligação de Alckmin formalizou o pedido ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) horas após o ataque a Bolsonaro, ferido com uma faca durante caminhada em Juiz de Fora (MG).
O pedido de substituição foi levado ao TSE após o prazo, mas o ministro Carlos Horbach autorizou “considerando as circunstâncias excepcionais” do atentado a Bolsonaro.
