O Brasil virou protagonista em uma nova peça de propaganda de guerra do Irã contra os EUA, após o governo do presidente Donald Trump ameaçar impor tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. A Embaixada do Irã na Tunísia divulgou um vídeo criado com inteligência artificial que mostra o Cristo Redentor e a Estátua da Liberdade em confronto.
Nas imagens postadas na segunda-feira (1°) na rede social X, o monumento norte-americano, localizado em Nova York, aparece se aproximando do Cristo, no alto do Morro do Corcovado, no Rio de Janeiro, para atacá-lo com um soco. O cartão-postal brasileiro, no entanto, bloqueia a agressão e revida, acertando a adversária. A Estátua da Liberdade é derrotada e, ao fim da cena, cai da montanha em pedaços.
“Uma frente. Uma luta”, diz a legenda da publicação.
O vídeo foi divulgado em meio ao confronto direto do Irã com Estados Unidos e Israel, em um contexto no qual disputas militares e tensões diplomáticas passaram a ser representadas também por meio de animações, sátiras e cenas fictícias produzidas com auxílio de inteligência artificial.
O Irã tem recorrido a vídeos feitos com IA como forma de propaganda de guerra e para ironizar o desempenho dos Estados Unidos no conflito no Oriente Médio. As imagens vêm sendo compartilhadas nas redes sociais por veículos da mídia estatal iraniana e por embaixadas do país no Ocidente.
Presidente Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, nessa terça-feira (2), o argumento do governo dos Estados Unidos de que o Brasil adota práticas “irrazoáveis” na relação entre os dois países. Lula voltou a lembrar que os norte-americanos têm superávit na relação comercial com o Brasil. E, se alguém deveria aplicar tarifas, deveria ser o Brasil.
“O superávit americano, nos últimos 15 anos, foi de US$ 415 bilhões. Então, quem tinha que aumentar a taxação seríamos nós, não eles”. Lula lembrou também que tanto ele quanto o presidente dos EUA, Donald Trump, haviam concordado em dar 30 dias de prazo para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
“Vocês viram que faz pouco tempo que fui aos Estados Unidos. Tive três horas de conversa com o presidente Trump. O secretário do Comércio dele começou a dizer que havia taxação e eu disse que havia divergência entre o ministro de Comércio dele e o meu ministro do Comércio”, relatou o presidente, contando que entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil.
“Então, eu disse a ele (Trump), nós dois vamos dar 30 dias para eles provarem quem está certo e quem está errado. Se eu estiver errado, eu aceito; se você estiver errado, você aceita. E demos 30 dias. Até agora já conversaram três vezes e não houve acordo”, completou. As informações são do jornal O Globo e da Agência Brasil.
