Neste domingo (21) cerca de 6,5 milhões de bolivianos irão às urnas para dizer se querem ou não uma reforma constitucional para permitir que o presidente Evo Morales dispute mais um mandato na eleição de 2019. Evo, de 56 anos, foi eleito pela primeira vez em 2005 e está cumprindo agora seu terceiro mandato seguido.
O governo costuma afirmar que este é seu segundo mandato, a partir da nova Constituição implementada na gestão do presidente boliviano. O país com cerca de 10 milhões de habitantes, de maioria indígena, a Bolívia tem vivido tempos de estabilidade econômica, com inflação controlada e crescimento em torno dos 4%, segundo dados oficiais e privados. As últimas pesquisas de opinião divulgadas no início deste mês de fevereiro indicaram que Evo e sua gestão teriam em torno de 60% de aprovação popular.
No entanto, analistas destacam que episódios negativos recentes podem refletir no resultado de domingo – casos da notícia sobre uma suposta ex-namorada do presidente, que seria ligada a uma empresa chinesa com contratos com o governo, e da morte de seis pessoas em um protesto, nesta semana, na municipalidade de El Alto, antigo reduto eleitoral de Evo, em La Paz. A suposta ex-namorada – e um suposto filho que teriam tido juntos – dominou as redes sociais dos bolivianos nos últimos dias. (AG)
