O número de internações de crianças com a covid-19 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) vem aumentando nos hospitais públicos e privados de São Paulo.
O setor de pediatria do Hospital Israelita Albert Einstein internou desde o início da pandemia 80 crianças. Apenas uma precisou de intubação. A média mensal de internações chega a quatro, mas logo depois do período de festas de fim de ano, entre dezembro e janeiro, o hospital dobrou a taxa de ocupação de leitos em UTI.
O Hospital Santa Catarina tem 16 leitos de UTI pediátricos e chegou a uma taxa de ocupação de 56%.
Já o Sabará Hospital Infantil tem diagnosticado todos os dias pelo menos três crianças com o novo coronavírus. Em janeiro, a instituição registrou um pico de internações: 22%, a maior desde o início da pandemia.
Nos hospitais públicos, a taxa de ocupação ultrapassou 80%. O Hospital Infantil Cândido Fontoura ultrapassou a marca de 76,5% de taxa de ocupação de leitos. Já no Municipal Infantil Menino Jesus, o aumento foi de 56,63%, e no Hospital Municipal da Criança e do Adolescente aumentou 86,41%.
Ocupação na rede estadual
Nessa quinta-feira (4), a estrutura hospitalar da cidade de São Paulo para o combate à Covid-19 voltou a atingir um nível de pressão que não via há oito meses: a cada dez leitos de UTI operacionais para o tratamento de pacientes com suspeita ou confirmação da doença, oito estão ocupados. Foi a primeira vez desde 28 de maio que a taxa não ultrapassava os 80%.
Atualmente, a média de pacientes ocupando ao mesmo tempo um leito de terapia intensiva por causa da covid-19 é de 2.587. Isso quer dizer que sobram em média 642 do total de 3.228 leitos de UTI disponíveis hoje em dia na capital paulista.
Os dados foram divulgados pelo Censo Covid, criado e mantido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) para receber diariamente de hospitais públicos e privados o total de leitos para a covid disponíveis, e quantos estão ocupados.
Governos estadual e municipal anunciaram nesta semana novos esforços para aumentar o total de lentos e, assim, impedir que a taxa siga subindo.
A marca de 80% de ocupação foi atingida após 18 dias consecutivos de alta. Em 18 de fevereiro, a cidade tinha em média 2.061 pacientes na UTI, mas contava com um total de 3.063 leitos de UTI em média considerados operacionais pelas autoridades. Ou seja, a ocupação era de 67,3% do total de leitos, e ainda havia em média mil leitos vagos.
No entanto, essa expansão não acompanhou a rápida alta de novos pacientes suspeitos ou confirmados precisando de UTI. Entre 18 de fevereiro e na quarta, o aumento foi de 26%.
Atualmente, todos os dias uma média de 623 novos pacientes são internados nas enfermarias e UTIs da capital. Essa média vem aumentando consecutivamente há 20 dias, e já voltou a um patamar que não era visto desde o início de agosto.
