O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, começou nessa segunda-feira um giro pelo Rio Grande do Sul, de olho no eleitorado perdido pelos tucanos no Estado.
Na mais recente pesquisa do instituto Ibope sobre as intenções de voto entre o eleitorado gaúcho, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, aparece com 23% da preferência no cenário mais provável, sem a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já Alcmin registrou 7% no estado. Tentando reduzir essa desvantagem, o tucano centrou suas críticas ao adversário.
“O País não vai mudar no berro, não vai mudar com violência”, ponderou o ex-governador paulista. “Isso só ocorrerá com reformas, diálogo e confiança para ter investimento no País. Jair Bolsonaro tem uma candidatura inviável, porque, no segundo turno, ele não ganha de ninguém. Isso é um fato. Ele não vai chegar lá na Presidência. É uma coisa transitória. Vocês acreditam em pesquisa, mas elas não têm maior significado. É como perfume: é só para sentir, não é para tomar.”
O tucano está no Rio Grande do Sul para participar de uma série de compromissos, sendo o principal a visita, nesta terça-feira, à Expointer, realizada no município de Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre. Bolsonaro também cumpre agenda no Estado e deve visitar o mesmo evento nesta quarta.
Essa não foi a primeira vez que Alckmin elege Bolsonaro como alvo de suas críticas. Na semana passada, ele já havia abordado uma projeção de desempenho desfavorável do ex-capitão do Exército no segundo turno.
Atrás nas pesquisas, o tucano tem procurado diminuir o fraco desempenho argumentando que a propaganda eleitoral no rádio e na TV, que começa nesta sexta-feira, é que irá definir o destino da eleição. Com o maior tempo de propaganda entre todos os candidatos, Alckmin diz que estará no segundo turno.
“Eu acredito em campanha eleitoral”, frisou. “E Mário Covas dizia: o povo não erra, o povo precisa ter todas as informações. E, para isso, tem campanha eleitoral. Vamos estar no segundo turno.
O tucano procurou tratar de temas ligados ao setor da Saúde, além de se reunir com empresários e representantes do agronegócio. Alckmin iniciou sua agenda em Pelotas, cidade que já foi administrada pelo candidato do PSDB ao governo gaúcho, Eduardo Leite, que acompanhou a visita.
PT também na mira
Além de criticar Bolsonaro, o tucano também não deixou de fustigar o PT. Em referência à batalha jurídica do partido para tornar candidato o ex-presidente Lula, preso em Curitiba (PR) e virtualmente inelegível pela Lei da Ficha Limpa, Alckmin lembrou que juridicamente não se tem clareza sobre quem será o candidato petista.
Ele se referia ao ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, que foi registrado como vice na chapa, mas que poderá assumir a cabeça-de-chapa, caso o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decida a situação de Lula. Nesse caso, o seu vice seria a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS).
