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Empresário nega saber de elo entre o PT e a morte de Celso Daniel

Ronan Maria Pinto é dono do jornal Diário do Grande ABC (Foto: Folhapress)

O empresário Ronan Maria Pinto, dono do jornal Diário do Grande ABC e de empresas do setor de transporte e coleta de lixo em Santo André (SP), negou à PF (Polícia Federal) saber de elo entre o PT e a morte do ex-prefeito do município paulista Celso Daniel (PT). Ao falar aos policiais federais nesta segunda-feira (04), ele também negou que extorquiu dinheiro do PT.

Ronan foi preso durante a 27ª fase da Operação Lava-Jato, deflagrada na sexta-feira (01). No despacho em que autorizou a prisão temporária do empresário, o juiz Sérgio Moro argumentou que “é possível” que a morte do de Celso Daniel, em 2002, tenha “alguma relação” com o esquema de corrupção na prefeitura da cidade.

Segundo as investigações, há indícios de que Ronan tentou obter dinheiro para não publicar reportagens que pudessem ligar o PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros Gilberto Carvalho e José Dirceu à morte do ex-prefeito de Santo André. A suposta chantagem teria acontecido ainda nos primeiros anos de mandato de Lula na Presidência.

Com base em um depoimento do publicitário Marcos Valério, preso após a condenação no processo do mensalão, o juiz federal Sérgio Moro determinou que Ronan fosse detido. A PF acredita que parte de um empréstimo obtido pelo empresário José Carlos Bumlai tenha sido usada para pagar o silêncio de Ronan. Segundo Moro, há indícios de tentativa de impedir as investigações sobre os crimes ocorridos na prefeitura de Santo André.

As investigações mostraram que, dos R$ 12 milhões levantados por Bumlai, metade teria sido repassada a Ronan, por meio da empresa Remar, com a qual ele mantinha negócios. Bumlai admitiu em depoimento que fez o empréstimo junto ao Banco Schain para pagar dívidas de campanha do PT. A quantia nunca foi paga. (AG) 

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