Ícone do site Jornal O Sul

Empresas aéreas brasileiras começam a ampliar o número de voos já no mês que vem

(Foto: Reprodução)

Após a brusca queda no número de voos no início das medidas de isolamento social adotadas para conter o avanço do novo coronavírus, companhias aéreas brasileiras começam a planejar o aumento de sua malha diária a partir de junho, mas num nível bem abaixo do visto antes da pandemia.

A Azul projeta realizar 168 partidas ao dia no próximo mês, ante 115 diárias vistas em maio. Com isso, o número de destinos atendidos no mercado doméstico passará de 38 para 57. A média diária de decolagens ainda estará 80% menor do que no mesmo mês de 2019.

Em nota, Abhi Shah, vice-presidente de receitas da companhia, afirma que a empresa vê uma retomada gradual da demanda desde o início da pandemia, e que monitora o mercado, expandindo o número de viagens realizadas à medida em que forem diminuídas as restrições a viagens no País. Ele destaca que o Estado de São Paulo, em especial, deve ter flexibilizações a partir da primeira semana de junho.

Na terça-feira, 19, a Gol anunciou que também expandirá sua malha no mês. Serão 100 voos diários ante os 68 de maio, número ainda 87% menor do que o visto antes da pandemia. A empresa informou que não tem planos de reaver seus voos internacionais em junho.

“Trata-se de um aumento sutil do número de voos e horários, mas de grande efeito para a comodidade de quem precisa se deslocar pelo País ou utilizar os serviços de transporte da empresa”, afirmou a aérea em nota.

A empresa destaca que, aos poucos, bases em diferentes regiões do País estão sendo reabertas. Em junho, a partir do dia 10, será a vez de Chapecó (SC), Ilhéus (BA) e Porto Seguro (BA), Juazeiro do Norte (CE), e Petrolina (PE), sempre em ligação com o aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos.

O aeroporto de Congonhas, segundo a GOL, passa a complementar as ofertas do aeroporto de Guarulhos, que deixa de concentrar todas as atividades da companhia.

O aeroporto internacional de Brasília, que desde maio atende primordialmente ao Norte do País, ganha reforço com novos voos para essa região, assim como para o Sul, o Sudeste e o Nordeste.

Situação atual

Atualmente, a malha essencial de viagens aéreas do mês de maio conta com 44 cidades atendidas, somando apenas 1.254 voos semanais contra os 14.781 previstos para o período, uma redução de 90% para o mercado doméstico. No mercado internacional, a redução é de praticamente 100%, sendo os voos poucos existentes focados em repatriação de brasileiros que estão no exterior e transporte de carga.

Em abril, a demanda por voos domésticos recuou 93,1% em abril e oferta foi reduzida em 91,6%. No mercado internacional, a redução de demanda chegou a 96,1% e a oferta ficou 91,1% menor do que no mesmo período do ano passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da Anac.

Sair da versão mobile