Os resultados no primeiro trimestre deste ano das quatro maiores companhias aéreas da América do Sul – Gol, Latam, Azul e Avianca Holdings – apontam que a aviação na região atravessou o pior da turbulência que afeta o setor desde 2015. Mas executivos do setor dizem que a demanda ainda não se mostra forte o bastante para afastar risco de recaídas.
A Azul, por exemplo, encerrou o primeiro trimestre deste ano com um lucro líquido de 55,3 milhões de reais, revertendo o prejuízo líquido de 66,9 milhões de reais apurado no mesmo intervalo do ano passado, segundo balanço divulgado.
Paralelamente, a companhia divulgou projeções preliminares para 2017, sinalizando alta de 1 a 2 por cento nas decolagens, além de um crescimento de 11 a 13 por cento na oferta de assentos (ASK) com a substituição de aeronaves menores pelo modelo A320neo.
A Gol, líder no mercado doméstico de transporte aéreo de passageiros, divulgou que terá mais de dois mil voos extras para a alta temporada de inverno, que tem início na primeira semana de julho e termina no dia 16 de agosto. A companhia aérea já havia dito no começo de maio que teria voos extras para o período, após a rival Azul informar que adicionaria voos extras em sua malha aérea em julho para atender a previsão de demanda maior de passageiros.
Naquela ocasião, a Latam Airlines Brasil, segunda no mercado local, informou que planejava operar cerca de 900 voos extras em julho e a Avianca Brasil disse que seriam 296 operações adicionais.
Notebooks
A decisão de banir dispositivos eletrônicos a bordo dos aviões só abrange voos com saída dos EUA e destino no Médio Oriente e Norte de África, mas a ameaça de alargamento a outros voos, nomeadamente os europeus, poderá ter um custo até mil milhões de euros para a aviação. A estimativa é feita pela Associação Internacional de Transporte Aéreo, que teme uma “disrupção significativa” do mercado.
