Às vésperas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), com o preparo para as provas já praticamente concluído, as famílias se perguntam: como ajudar os filhos a chegar ao dia D tranquilo e confiante? Seja no apoio logístico ou no amparo emocional, especialistas indicam que a conduta ideal inclui:
– Buscar ajudar no controle da ansiedade;
– Evitar cobranças excessivas;
– Ficar de olho na rotina alimentar e de sono.
“O papel da família agora é, antes de tudo, apoiar e acompanhar. Isso significa motivar e incentivar, principalmente nos momentos de cansaço e desânimo, que são muito comuns nesta fase. Um pouco de ansiedade é natural. O problema é quando ela passa a paralisar o estudante”, diz Lucas Vieira, diretor pedagógico do Elite Rede de Ensino, parceiro da Amplia Plataforma de Ensino.
Os pais também precisam cuidar da própria tensão, ele explica. O adolescente percebe tudo: o comentário preocupado, a pergunta insistente sobre a nota, a comparação com o primo que passou. Transmitir calma e confiança é o que ajuda.
As provas do Enem 2026 acontecem nos dias 8 e 15 de novembro.
Dormir pouco é uma armadilha: Mesmo que já tenham autonomia, aos 17 ou 18 anos os estudantes ainda precisam de monitoramento, para que tenham uma rotina saudável, lembra Lucas Vieira. As horas de sono devem ser um ponto de atenção – quem dorme pouco tem piora na concentração, no raciocínio e na memória, o que traz prejuízos para as provas de todas as áreas.
A privação de sono afeta igualmente o controle emocional, crucial para um bom desempenho no Enem. Além do número de horas (entre oito e dez é a recomendação médica), a chamada higiene do sono não pode ser esquecida: é necessário manter horários regulares de ir para a cama e se desligar das telas. A alimentação deve ser equilibrada, e a hidratação, caprichada.
Sentir-se nervoso num momento definidor da vida é normal, mas os especialistas alertam: crises de choro e de irritabilidade frequentes devem ser observadas de perto, e podem requerer atendimento psicológico.
Ansiedade não se combate com discurso: Ouvir o que o filho tem a dizer e validar que ele está fazendo o melhor possível pode ajudá-lo a enfrentar essa fase com mais equilíbrio. Deixar o ambiente sem tensões, evitando brigas e estresse desmedido também. Idamis Tatiana Cândido, psicóloga do Colégio Leonardo da Vinci, do Rio Grande do Sul, defende que a energia dos jovens não deve ser dispersada com discussões, e, sim, canalizada para as provas.
“A primeira coisa que digo aos pais é: ansiedade não se combate apenas com discurso, mas também com previsibilidade. Nesta reta final, ajuda muito manter horários razoavelmente estáveis para acordar, comer e dormir e oferecer ao adolescente um ambiente seguro, afetivo e tranquilo. Mesmo com a intenção de ajudar, perguntar a todo momento quanto o filho estudou ou supervisionar cada passo pode aumentar a pressão. Uma pergunta mais útil agora é: ‘como posso te ajudar hoje?’”, sugere. As informações são do jornal O Globo.
