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Entenda o trunfo de Messi para deixar o Barcelona de graça ou por valor que um juiz determine

O argentino receberia no PSG um salário que gira em torno de 35 milhões a 40 milhões de euros. (Foto: Reprodução/Instagram)

Lionel já se considera ex-jogador do Barcelona, para todos os efeitos, amparando-se em uma cláusula do contrato de renovação que assinou em novembro de 2017 e que especificava que ao final da campanha 2019/20, tendo dez dias de margem para anunciar sua saída, seguiria uma temporada a mais no caso de não anunciar sua renúncia, mas sem a permanência da multa rescisória fixada até então de 700 milhões de euros (R$ 4,5 bilhão).

A resposta que chegou do Camp Nou foi, no entanto, contundente: não tinha nada que falar além de sua possível renovação, porque o clube não entraria para discutir sob qualquer aspecto sua saída, nem transferido muito menos de graça. Foi aí que a relação entre as duas partes acabou e os representantes legais de Messi passaram definitivamente ao segundo ponto da estratégia.

“A cláusula de indenização não se aplicará no momento na qual a resolução do contrato por decisão unilateral do jogador tenha efeito a partir da finalização da temporada 2019/20”, sustentam os assessores de Messi. Neste caso, tal como se indica, o camisa 10 termina o contrato e se o Barça não aceita entra em ação um juiz, devendo primeiro facilitar a ida ao clube que lhe quer à espera da resolução judicial.

Dentro disso tudo, está a postura adotada pelas duas partes: no sábado, Jorge Messi – pai de Leo – falou diretamente com o presidente Josep María Bartomeu para lhe comunicar que o filho não se apresentaria para os exames de COVID-19 no domingo (30), abrindo a porta para uma conversa amistosa e negociando uma saída com bom tom que deveria ser concretizada na próxima semana. A conversa, porém, foi tão áspera quanto improdutiva, entendendo-se que o diálogo está absolutamente quebrado entre as duas partes e que, enquanto o Barça segue firme em sua postura.

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