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Entidades jurídicas cobram tramitação sem urgência de reforma do Código Civil

Uma das estratégias da oposição para tentar diminuir a fila de requerimentos por CPI pode ser a retirada de alguns pedidos que os deputados do mesmo campo político tenham feito. (Foto: Reprodução)

Entidades jurídicas cobraram que o projeto de reforma do Código Civil seja debatido no Congresso de forma aprofundada e técnica, sem que se recorra a um regime de urgência. Por meio de nota pública divulgada na semana passada, 18 entidades afirmam que a proposta altera pontos relevantes do Código Civil, o que demanda uma discussão cautelosa no ambiente legislativo.

“[É] relevante que o projeto em questão tramite sob os rigores previstos para a elaboração de códigos, o que inclui, dentre outras formalidades, a obrigatoriedade de tramitação pelas comissões temáticas pertinentes, possibilidade de apresentação de emendas e a vedação de apreciação em regime de urgência”, diz a nota.

O texto tem 18 signatários, entre eles o Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), a Federação Nacional dos Institutos dos Advogados (FENIA), o Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA), o Sindicato das Sociedades de Advogados dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro (SINSA), o Instituto Brasileiro de Direito Empresarial (IBRADEMP) e o Movimento de Defesa da Advocacia (MDA).

As entidades referem-se ao projeto protocolado este ano pelo ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O texto altera trechos, por exemplo, sobre direitos de fetos antes do nascimento, além de novas regras para o reconhecimento de paternidade e concessão de indenização. A amplitude das mudanças, em cerca de 1.100 artigos, é avaliada com cautela, segundo especialistas entrevistados pelo jornal Valor Econômico.

O texto foi elaborado por uma comissão de juristas e registrado por Pacheco no último dia de seu mandato como presidente do Senado e aguarda ser despachado pelo atual ocupante deste posto, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Na hipótese de tramitar e ser aprovado, o projeto depois precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados.

As entidades afirmam que a tramitação adequada é necessária para “assegurar um processo legislativo aprofundado, técnico e democrático, compatível com a importância normativa e institucional de um código civil”. Os signatários propõem que o projeto tramite conforme as regras previstas pelo artigo 374 do Regimento Interno do Senado, que, entre outras, proíbe a adoção do regime de urgência e exige a apreciação do texto por comissões temáticas. As informações são do jornal Valor Econômico.

 

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