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Escândalos de corrupção deixam os eleitores mais desconfiados e sem interesse pelas eleições

Minas Gerais e Rio Grande do Sul são os estados com mais candidatos acima dos 90 anos (Foto: Elza Fiúza/ABr)

Em eleições municipais o debate eleitoral gira em torno, normalmente, dos problemas do dia a dia dos cidadãos, como a falta de asfalto das ruas, a infraestrutura dos bairros e das cidades. Este ano, contudo, os temas locais têm disputado espaço com a repercussão das investigações da Operação Lava-Jato, o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, a cassação do deputado Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, e a denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Lula.

O resultado disso, na avaliação de especialistas, é o aumento da desconfiança do eleitor em relação aos partidos políticos e na política como um todo. Neste cenário, estudiosos do processo eleitoral preveem um alto índice de abstenção, voto nulo e o fortalecimento dos candidatos antipartidários.

“Há um descrédito com os partidos. Pela experiência que eu tenho, dificilmente alguém, tirando os militantes mais identificados, vai votar pela escolha partidária. A população está desacreditada dos partidos políticos. A tendência vai ser a opção pelo voto carismático, na pessoa, que é o voto efetivamente pessoal”, avalia o professor da Fundação Getulio Vargas Marcos Ramayana.

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