Em reunião de trabalho na sede da Embaixada do Reino Unido no Brasil, o secretário-executivo do Escritório de Representação do Rio Grande do Sul em Brasília (EBSB), Henrique Pires, foi recebido pela embaixadora Sthefany Al-Qaq e participou de discussões com o ministro britânico David Rutley. Ele responde pelas Américas, Caribe e Territórios de Além Mar do Império Britânico e está cumprindo agendas no Brasil.
Na reunião, que começou com manifestação de solidariedade do governo britânico ao Rio Grande do Sul e aos gaúchos, foram discutidas iniciativas que poderão ser efetivadas com a ajuda a programas e ações de recuperação do Estado, devastado pelas últimas enchentes.
Henrique Pires explicou que foram aventadas várias possibilidades de atuação. A colaboração pode ser feita por meio de parcerias diretas, com envolvimento de outros entes federais (universidades e institutos) e via convênios com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e outros organismos, em áreas como economia, engenharia, climatologia e saúde.
Em nome do governador Eduardo Leite, o secretário-executivo do EBSB agradeceu a manifestação de solidariedade e o convite para o encontro. Também ressaltou a importância da oferta do governo britânico, prevendo uma sequência de reuniões técnicas para os devidos ajustes e trâmites, com a necessária participação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e de técnicos do governo gaúcho. As equipes definirão as áreas a serem contempladas e as eventuais aplicações de recursos de financiamento externos.
Também participaram do encontro na Embaixada do Reino Unido técnicos britânicos e o assessor de Relações Internacionais do EBSB, Robson Valdez.
Risco
Em outra frente, representantes da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), da Defesa Civil estadual, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), da Universidade do Vale do Taquari (Univates) e do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS) instituíram, na última semana, um grupo de trabalho (GT) para avaliar localidades com risco de movimentação de massa, do tipo deslizamento. Serão considerados os municípios atingidos pela catástrofe climática, começando pelo Vale do Taquari.
Intitulado Grupo de Avaliação de Movimento de Massa do Rio Grande do Sul (Gamma), o GT é composto por técnicos e pesquisadores, que atendem ao seguinte fluxo: a demanda é repassada à coordenação do grupo (Sema, MP de Lajeado e Univates); a equipe é acionada para vistoriar a área e elabora parecer técnico; o documento é repassado à coordenação; a coordenação comunica a Defesa Civil do Estado sobre a necessidade ou não de evacuação da localidade.
A ação integra a agenda ProClima 2050, que foca na prevenção, resiliência e enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas. Lançado em 2023, o plano do governo do Estado foi desenhado a partir de quatro pilares: transição energética justa; redução das emissões de gases do efeito estufa; educação e conscientização ambiental; e resiliência climática.
“Diante dos alertas meteorológicos, estamos agindo de forma preventiva e coordenada, em conjunto com o Ministério Público e universidades, no sentido de orientar a tomada de decisão a partir de análises técnicas, com o intuito de preservar vidas”, ressaltou a titular da Sema, Marjorie Kauffmann.
