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“Espero neutralidade, nada além disso”, diz Flávio Bolsonaro sobre atuação do Tribunal Superior Eleitoral nas eleições

Declaração foi dada na solenidade de posse de Nunes Marques como presidente do TSE. (Foto: Reprodução de vídeo)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nessa terça-feira (12), ao chegar à posse do ministro Kassio Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que espera uma condução “isenta” e “neutra” da Corte durante as eleições deste ano.

O pré-candidato à Presidência pelo PL classificou como “lamentável” a condução do TSE em 2022, quando o órgão foi presidido por Alexandre de Moraes:

“O que o povo brasileiro viu nas eleições de 2022 foi muito lamentável. O próprio presidente do TSE desequilibrando a disputa. Espero neutralidade, nada além disso.”

Ao ser questionado sobre o que faria se encontrasse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também presente ao evento, Flávio disse que não teria problema em cumprimentá-lo.

“Não vim encontrar com o Lula, não. Vim pra posse no TSE. Se ele passar perto ali, não tem problema nenhum de cumprimentar.”

Flávio ainda falou sobre o que acredita ser a função do TSE.

“O TSE é igual árbitro de futebol, não pode aparecer no jogo. Quando aparece muito é sinal que o juiz está errando demais. Tenho certeza que no voto a gente tira esse câncer chamado PT da Presidência e o Brasil possa voltar a ter esperança e resgatar o caminho da prosperidade.”

Posse

Com a presença de ministros, parlamentares, magistrados, além do presidente Lula e de Flávio Bolsonaro, adversários na disputa à Presidência da República, Kássio Nunes Marques assumiu na noite dessa terça a cadeira de presidente do TSE, de onde irá liderar o pleito deste ano.

Na solenidade, Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sentaram lado a lado na mesa de autoridades. Próximo também estava o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em auditório lotado por integrantes dos Três Poderes.

Esse é o primeiro encontro público entre Lula e Alcolumbre desde a derrota histórica que o Senado impôs ao Planalto ao rejeitar a indicação de Jorge Messias para uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de abril.

Nunes Marques assume o cargo com a defesa da urna eletrônica como uma de suas principais bandeiras, movimento que contraria expectativas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), responsável por sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O sistema de votação foi alvo de ataques reiterados do bolsonarismo nas últimas eleições, que culminaram, inclusive, na condenação e inelegibilidade do ex-presidente. (Com informações do jornal O Globo)

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