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“Não sabia que existia espécie tão canalha”, diz Lula sobre onda de fake news na tragédia dos gaúchos

O governo já solicitou a intervenção da Polícia Federal para investigar esses casos. (Foto: Ricardo Stuckert/Presidencia da República)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem se mostrando irritado com as fake news sobre as enchentes que assolam o Rio Grande do Sul desde o final de abril. O combate às informações falsas vem sendo uma das principais discussões das autoridades que trabalham no atendimento às vítimas no Estado.

“Não sabia que existia uma espécie de ser humano tão canalha como a dos caras que fazem fake news”, afirmou em entrevista, durante o intervalo de uma reunião no Palácio do Planalto, em Brasília. “É mais fácil falar a mentira e falar mal do que falar a verdade”, continuou o presidente,

Ao desembarcar no Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira (15), o presidente criticou políticos que, segundo ele, disseminam fake news.

“Esse tipo de gente, mais dia, menos dia, vai ser banido da política brasileira”. As declarações foram feitas durante um evento em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde Lula anunciou um pacote de medidas destinadas às famílias afetadas pelas enchentes no estado.

Desde o início das enchentes no Estado, tanto influenciadores quanto parlamentares da oposição têm compartilhado notícias falsas ou distorcidas sobre a situação no Rio Grande do Sul. O governo já solicitou a intervenção da Polícia Federal para investigar esses casos.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, também lamentou a disseminação de fake news em meio à tragédia e criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Antes do ato, que contou com discursos políticos, Lula visitou um abrigo e conversou com pessoas atingidas pelos alagamentos. O evento foi realizado na Unisinos. O petista anunciou um conjunto de medidas destinadas às famílias afetadas pelas enchentes. Uma dessas medidas é o programa chamado Vale Reconstrução, que oferecerá um auxílio financeiro no valor de R$ 5,1 mil por família que tenha perdido bens devido às chuvas.

“Estamos aqui para anunciar outras medidas. Essas, voltadas ao cidadão, à pessoa física […] Para as pessoas que perderam sua geladeira, seu fogão, sua televisão, seus móveis, seu colchão. Uma ajuda para essas pessoas. Será atestado pela Defesa Civil de cada município aquela poligonal, aquelas ruas onde as pessoas perderam seus objetos”, informou Rui Costa, da Casa Civil.

De acordo com o ministro, essa medida tem o potencial de beneficiar 200 mil famílias. O custo estimado é de R$ 1,2 bilhão, porém esse valor pode aumentar até o término do período chuvoso.

 

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