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Estados Unidos anunciam investimento de mais de 3 bilhões de dólares para pesquisa de remédio contra a covid

O objetivo é produzir algum medicamento que as pessoas possam tomar logo nos primeiros dias de sintomas para evitar hospitalizações. (Foto: Agência Brasil)

O governo dos Estados Unidos anunciou que vai investir US$ 3,2 bilhões no desenvolvimento de um remédio contra a covid-19. O objetivo é produzir algum medicamento que as pessoas possam tomar logo nos primeiros dias de sintomas para evitar hospitalizações. Parte da verba vai ser destinada a pesquisas que ajudem a evitar uma pandemia devastadora no futuro.

O anúncio foi feito pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos na quinta-feira. Um novo programa, apelidado de Programa Antiviral para Pandemias, ajudará a criar medicamentos para prevenir os sintomas causados por vírus, de acordo com informações do jornal Financial Times.

O governo fornecerá o financiamento por meio do Plano de Resgate Americano, com o objetivo de acelerar os ensaios clínicos para alguns medicamentos antivirais.

O plano dará mais de US$ 300 milhões para pesquisa e apoio de laboratório, cerca de US$ 1 bilhão para avaliação pré-clínica e clínica e quase US $ 700 milhões para o desenvolvimento de medicamentos por meio do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas e da Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Avançado Biomédico, ressalta a publicação.

“Novos antivirais que previnem doenças graves e morte por covid-19, especialmente medicamentos orais que podem ser tomados em casa no início do curso da doença, seriam ferramentas poderosas para combater a pandemia e salvar vidas”, disse o Dr. Anthony Fauci, chefe médico conselheiro da Casa Branca.

Vacina contra covid-19

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a vice-presidente Kamala Harris fizeram um apelo na sexta-feira (18) aos norte-americanos para tomarem vacina contra covid-19, visto que o país provavelmente não cumprirá as metas de imunização da Casa Branca no próximo mês, em meio a preocupações sobre uma nova variante do coronavírus.

“Ajam agora, ajam agora”, disse Biden em declarações na Casa Branca, recomendando aos não vacinados a conversar com seus familiares e amigos que tomaram a vacina e com seus médicos.

Mortes e hospitalizações estão caindo “drasticamente em lugares onde as pessoas estão sendo vacinadas”, mas não em outras áreas, afirmou Biden. “Eles (índices) estão realmente subindo em alguns lugares.”

No ritmo atual, parece improvável que os Estados Unidos atinjam a meta de Biden de fazer com que 70% dos adultos recebam pelo menos uma dose da vacina contra Covid-19 até 4 de julho, feriado do Dia da Independência.

Até sexta-feira, cerca de 65% das pessoas nos EUA haviam tomado pelo menos uma dose, e essa marca aumentou menos de um ponto percentual nas últimas duas semanas.

Esse ritmo teria que mais que dobrar nas próximas duas semanas para os Estados Unidos atingirem a meta.

A Casa Branca não fez comentários imediatos sobre a possibilidade de não atingir a meta de 4 de julho. Atualmente, apenas 15 Estados e Washington, D.C. alcançaram esse nível.

Os dados do governo dos EUA também mostram uma divisão política, com os Estados onde o ex-presidente Donald Trump venceu ficando bem atrás nas taxas de vacinação do que daqueles onde Biden venceu.

Os Estados Unidos administraram 300 milhões de vacinas contra Covid-19 em 150 dias, disse uma autoridade da Casa Branca na sexta-feira, antes do discurso de Biden. As informações são do jornal Valor Econômico e da agência de notícias Reuters.

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