Pacientes que sofreram um AVC (acidente vascular cerebral) podem ter uma nova opção de tratamento, se buscarem ajuda médica rápido o suficiente. Novas diretrizes endossam o uso de um stent removível para abrir artérias entupidas que tenham levado à manifestação da doença. As diretrizes foram divulgadas pela Associação Americana do Coração.
É a primeira vez que a entidade recomenda um dispositivo para tratar o AVC. A associação não indicava um novo tratamento para a doença há 20 anos. “É muito animador”, e muitos pacientes vão se beneficiar se eles buscarem ajuda assim que os sintomas aparecerem, afirma o chefe do painel que elaborou as diretrizes, o médico William J. Powers, neurologista-chefe da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill (EUA).
A maior parte dos 800 mil AVCs que ocorrem em cidadãos dos Estados Unidos a cada ano é causada por um coágulo de sangue alojado no cérebro. O tratamento usual é o uso de um medicamento capaz de dissolver esse coágulo. Ele continua sendo a primeira opção de terapia.
Mas a droga deve ser dada em até quatro horas e meia após o início dos sintomas, porém, a maioria das pessoas não busca ajuda a tempo. O medicamento também falha em um a cada quatro casos, segundo Powers.
O dispositivo é levado em um tubo por dentro de um vaso sanguíneo e guiado até o coágulo, como os stents usados para tratar artérias coronárias entupidas. Mas, ao contrário dos stents de coração, que são deixados no lugar para manter a artéria aberta, os de cérebro aprisionam o coágulo e são removidos junto com ele.
O paciente pode ser tratado por esse tipo de stent até seis horas depois do início dos sintomas, se tiver um AVC causado por um coágulo em uma artéria grande. (AG)
