Os Estados Unidos aprovaram a venda de 500 mísseis Patriot para a Ucrânia. Os mísseis PAC-3 MSE, a versão mais avançada do Patriot, são a única arma eficaz para abater os mísseis balísticos da Rússia, mas o estoque dos ucranianos se esgotou no início deste mês, segundo agências de notícias.
O anúncio foi feito em comunicado pelo Departamento de Estado dos EUA. Porém, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reiterou seus apelos para que os EUA acelerem a liberação dos Patriots e disse que os mísseis podem levar “vários anos” para chegar.
O Departamento de Estado americano informou que os mísseis custarão US$ 2,1 bilhões, mas não deu detalhes sobre prazos.
O comunicado dá a entender que a venda será de unidades ainda a ser fabricadas e não de mísseis existentes. Os Patriots demandam tempo longo de produção. Segundo o Departamento de Defesa, apenas 600 mísseis são fabricados por ano.
Isso significa que dificilmente haverá uma entrega rápida para atender à urgência da Ucrânia.
Em comunicado, o Departamento de Estado destacou que a compra não será subsidiada ou financiada pelos EUA. Os mísseis serão pagos com recursos de Canadá, Alemanha e Noruega e também com um empréstimo da União Europeia, informou o Departamento de Estado.
O “principal contratante” será a empresa americana Lockheed Martin.
O anúncio sobre os mísseis acontece após mais um desentendimento entre Zelensky e o presidente americano Donald Trump, no início de outubro. O motivo foi os americanos terem aliviado sanções contra Moscou como parte de um acordo para garantir a venda diesel russo aos EUA.
Na ocasião, Trump declarou que era hora de a Ucrânia ter um novo líder para fechar um acordo que encerrasse a guerra com a Rússia.
Ontem, Zelensky disse que a Ucrânia aguardava há quase um mês a autorização dos EUA para o envio de mísseis. Numa publicação no X, ele saudou o anúncio dos EUA, mas afirmou que a Ucrânia precisa dos Patriot “agora” e disse que nas últimas duas semanas a Rússia tem intensificado ataques contra infraestruturas energéticas essenciais antes do inverno.
Kiev precisa desesperadamente dos mísseis, mas há escassez global devido ao seu uso pelos EUA na guerra contra o Irã.
Em julho, Trump afirmou que Washington “não havia concordado” em conceder licença à Ucrânia para produzir mísseis Patriot, três semanas após oferecer tal direito ao país.
