Ícone do site Jornal O Sul

Estados Unidos dizem que o Hamas usa o maior hospital de Gaza para guardar armas e apoiar operações militares; Israel afirma ter encontrado armamentos no local

O Exército de Israel anunciou ter encontrado armas e infraestrutura terrorista do Hamas no hospital Al Shifa. (Foto: Reprodução)

A Casa Branca e o Pentágono disseram na terça-feira que o Hamas estaria guardando armas e operando um centro de comando do Hospital Al Shifa em Gaza. “O Hamas e a Jihad Islâmica Palestina usam alguns hospitais na Faixa de Gaza, incluindo o Al-Shifa, e túneis abaixo deles, para esconder e apoiar as suas operações militares e para manter reféns”, disse John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, a repórteres que viajavam com o presidente Joe Biden.

As declarações ecoaram as afirmações feitas por Israel de que existe um centro de comando do Hamas abaixo do Al Shifa, que é o maior hospital da Faixa de Gaza. Autoridades dos hospitais palestinos e o Hamas rejeitaram as alegações.

O Pentágono também disse que os Estados Unidos tornaram públicas recentemente informações da inteligência que afirmam mostrar que o Hamas e a Jihad Islâmica Palestia estavam usando hospitais – incluindo o Al Shifa – como uma “forma de ocultar e apoiar as suas operações militares e manter reféns”.

A vice-secretária de imprensa do Pentágono, Sabrina Singh, se recusou várias vezes a explicar como os Estados Unidos conseguiram essa avaliação, mas disse que existem “múltiplas agências que recolhem, avaliam e analisam a inteligência”.

O Exército de Israel anunciou nessa quarta-feira (15) ter encontrado armas e infraestrutura terrorista do Hamas no hospital Al Shifa, o maior da Faixa de Gaza, durante uma operação militar que começou na noite de terça-feira (14).

As tropas israelenses estabeleceram posição ao redor do complexo médico após a operação, informou um jornalista que colabora com a AFP.

Antes de se retirarem após cerca de 12 horas de invasão ao maior hospital de Gaza, soldados das tropas israelenses interrogaram e revistaram pacientes no pátio do complexo, enquanto outros palestinos ficaram despidos até a roupa íntima, contaram jornalistas no local.

“Todos os homens com 16 anos ou mais, levantem as mãos”, gritou um militar israelense em árabe com sotaque por meio de um megafone para aqueles que buscavam abrigo no Hospital Al Shifa, palco de intensos combates urbanos nos últimos dias, sob alegações de Israel de que o Hamas mantém um centro operacional no subsolo do complexo. “Saiam do prédio em direção ao pátio e se rendam”, ordenou o soldado, de acordo com o repórter da AFP que visitou o hospital cercado há vários dias para entrevistas e ficou preso devido aos combates do lado de fora.

Em seguida, o jornalista relatou que cerca de mil palestinos do sexo masculino, com as mãos levantadas, foram conduzidos para o vasto pátio do hospital, alguns deles revistados por soldados israelenses em busca de armas ou explosivos. Horas depois, ao menos 200 deles permaneceram apenas de roupa íntima, obrigados a ficar ao lado de tanques usados na incursão militar nas instalações médicas.

Enquanto as forças israelenses percorriam os corredores, centenas de homens jovens emergiram de diferentes alas, incluindo da seção de maternidade, que foi atingida em um ataque alguns dias atrás, disse o correspondente.

Os soldados, ele conta, disparavam tiros de aviso ao se movimentarem de sala em sala em busca de membros do Hamas, e, segundo relatos, também estavam revistando mulheres e crianças, algumas das quais estavam chorando. Outras tiveram de passar por um posto equipado com uma câmera de reconhecimento. As informações são do jornal O Globo, do portal de notícias G1 e de agências internacionais de notícias.

Sair da versão mobile