Os Estados Unidos estão dentro do prazo para vacinar 75% da população contra a covid-19 neste ano, enquanto o Canadá precisaria de quase uma década para atingir esse nível de cobertura, segundo o rastreador de vacinas covid-19 da Bloomberg.
A ampla diferença nas trajetórias mostra a desigualdade entre os países no início da maior campanha de vacinação em massa da história. Reino Unido e Israel também estão em vias de administrar um regime de vacinas de duas doses a 75% da população neste ano — alcançando uma estimativa aproximada de quando a imunidade coletiva seria efetiva —, enquanto grande parte da Europa precisaria de alguns anos para atingir esse objetivo.
Embora, no geral, os EUA mostrem um desempenho relativamente bom em comparação com outros países, o quadro varia de acordo com o Estado. O Havaí deve atingir a cobertura necessária neste ano, enquanto Nova York alcançaria a meta em meados de 2022.
Essas projeções fazem parte do novo recurso do rastreador e se baseiam nas taxas médias de vacinação diárias em diferentes países e Estados dos EUA. A função será atualizada diariamente e foi projetada para oferecer um quadro em evolução da rapidez das campanhas de vacinação.
A imunidade de rebanho ocorre quando um número suficiente de pessoas tem resistência a um vírus, seja por vacinação ou anticorpos de uma infecção anterior, de modo que o patógeno perde força para se propagar.
É um conceito complicado, e especialistas discordam sobre a rapidez com que isso será alcançado em uma escala regional, nacional ou global, especialmente diante das variantes do coronavírus e questões sobre o período de proteção oferecido pelas vacinas contra a covid. O ritmo das vacinações também deve acelerar consideravelmente no mundo todo com a aprovação de mais imunizantes e aumento da produção.
Por enquanto, mais de 108 milhões de doses já foram administradas globalmente em ritmo mais rápido ou mais lento, dependendo do país.
Medicamento
Pesquisadores do hospital Ichilov, em Tel Aviv, Israel, anunciaram que podem ter desenvolvido um remédio para curar a covid-19. Os estudos ainda são preliminares, mas os índices são positivos.
O medicamento EXO-CD24 foi desenvolvido pelo professor Nadir Arbar, do Centro Integrado de Prevenção ao Câncer. Até o momento, 30 pacientes com covid-19 receberam o remédio e o resultado foi positivo em 95% dos casos.
Entre os pacientes, 29 melhoraram em dois dias e deixaram o hospital após cinco dias de internação. Apenas um dos pacientes que recebeu o remédio levou mais tempo para se recuperar.
Segundo Arber, o remédio é dado ao paciente por via inalatória e não é caro e, se comprovada a eficácia, deve ser ministrado diariamente, durante cinco dias. “A fórmula é inalada uma vez ao dia, por cinco dias. Ela vai direto ao ‘coração’ da infecção, ou seja, para os pulmões”, explicou o médico ao portal Times of Israel.
Após os testes preliminares apresentarem bons resultados, o hospital Ichilov fez um pedido ao Ministério da Saúde de Israel para aumentar o número de pacientes envolvidos nos estudos.
Roni Gamzu, diretor do hospital, classificou a pesquisa como “avançada e sofisticada” e afirmou que o remédio poderá salvar pacientes com coronavírus. “Os resultados da fase um são excelentes e dá a todos nós muita confiança no método que Arber tem pesquisado”, declarou.
