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Estados Unidos impõe sanções a banco turco e subsidiárias relacionados ao Irã

O Departamento do Tesouro divulgou, por meio de publicação oficial e postagem na rede social X, que cortou as linhas de financiamento essenciais do regime iraniano da Turquia. (Foto: Reprodução)

Os Estados Unidos anunciaram novas sanções relacionadas ao Irã nesta sexta-feira (4), agora sobre um pequeno banco turco e suas subsidárias, sob a Operação Pária Econômico, de agosto deste ano.

O Departamento do Tesouro divulgou, por meio de publicação oficial e postagem na rede social X, que cortou as linhas de financiamento essenciais do regime iraniano da Turquia.

Segundo o órgão, as entidades visadas são o banco de investimento Golden Global Yatirim Bankasi Anonim Sirketi, com sede em Istambul, a gestora de ativos Golden Global Portfoy Yonetimi Anonim Sirketi e a empresa de leasing de ativos Golden Global Varlik Kiralama Anonim Sirketim, que teriam facilitado transações em valores milionários para a Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica.

Além disso, o Tesouro acusou as instituições de fornecerem ao regime iraniano acesso bancário correspondente crucial, permitindo a movimentação de seus fundos internacionalmente.

O departamento afirmou ainda que a Golden Global foi criada com o objetivo de permitir que a rede bancária paralela do Irã transferisse receitas petrolíferas da China para a Turquia, onde poderiam ser convertidas em dinheiro e ouro por casas de câmbio.

As sanções incluíram as três entidades na lista de SDN (Nacionais Especialmente Designados) do Departamento do Tesouro, isolando-as do sistema financeiro baseado no dólar.

O órgão norte-americano também emitiu uma licença geral para permitir o encerramento das transações com as entidades sancionadas.

Pouco após a publicação, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, compartilhou a postagem e afirmou que as instituições financeiras continuam a descobrir, “da maneira mais difícil”, que o país leva a sério a Operação Economic Outcast (Pária Econômico).

“Embora esperemos que nenhum outro banco precise ser sancionado, isso depende, em última análise, da rapidez com que a comunidade internacional recupere o bom senso e cesse o apoio ao regime assassino iraniano. Sabemos quem vocês são, sabemos onde vocês estão e continuaremos a agir em conjunto com nossos aliados e parceiros até que tenhamos enterrado a cabeça da serpente iraniana”, adicionou Bessent.

A operação anunciada em 24 de agosto deste ano ameaça impor novas e severas sanções aos parceiros comerciais do Irã caso não rompam laços com Teerã.

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