O Departamento da Justiça dos Estados Unidos buscou reverter uma determinação que protege a Apple de ter que destravar um iPhone em um caso em Nova York ligado a tráfico de drogas.
Um juiz no Brooklyn determinou na semana passada que o Departamento da Justiça não poderia obrigar a gigante de tecnologia a destravar o aparelho. O governo submeteu de novo seus argumentos a um juiz superior que supervisiona o tema.
Procuradores estão tomando por base a mesma lei em um tribunal na Califórnia, onde um juiz ordenou que a empresa destrave um telefone encriptado que pertencia a um dos atiradores de San Bernardino. A disputa intensificou um antigo debate sobre o quanto autoridades de inteligência podem monitorar comunicações digitais.
Em seu documento, o Departamento da Justiça citou a decisão da Califórnia como evidência de que a legislação do “All Writs Act” foi usada para obrigar a Apple a destravar os aparelhos. Adicionalmente, o governo argumentou que o telefone em questão em Nova York opera com um sistema operacional mais antigo que a Apple concordou em destravar diversas vezes em casos anteriores.
O juiz dos EUA James Orenstein, no Brooklyn, decidiu na semana passada que não tinha autoridade legal sob essa legislação para ordenar que a Apple entregasse os dados do aparelho. Em nota, a Apple disse concordar com a determinação de Orenstein. (Folhapress)
