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Estamos na iminência de uma terceira grande guerra?

O ditador norte-coreano, Kim Jong-un. (Foto: Reprodução)

Há muito já não nos deparamos com uma grande guerra que envolva diversos países, múltiplas mortes e ameaças nucleares. Ultimamente, porém, assistimos a uma crescente tensão com potenciais catastróficos entre Coreia do Norte e Estados Unidos. Juntam-se aos americanos a Coreia do Sul, o Japão e outros no tocante à reprovação das ações norte-coreanas, que, em última análise, ferem os direitos naturais do ser humano.

Especula-se muito sobre os caminhos a serem seguidos daqui para a frente. Há provocações de todos os lados: como resposta aos testes nucleares da Coreia do Norte, os EUA avançaram tropas marítimas e as mantiveram em estado de alerta. Em resposta a esse movimento americano, a Coreia do Norte passou a testar mais frequentemente os seus mísseis nucleares e de alta precisão. Ademais da tentativa dos EUA de mostrarem força perante o regime totalitário de Jim Jong-un, diversas ações diplomáticas já foram tomadas, porém, nenhuma com sucesso. A ONU, por exemplo, já impôs sanções à Coreia do Norte sete vezes, enquanto alguns países criaram restrições e embargos comerciais.

Ao passo que as medidas diplomáticas não surtem efeito, é natural que surja o sentimento da necessidade de uso da força. O travamento de guerras nunca é solução adequada, pois inevitavelmente acarreta em morte de muitas pessoas, incluindo inocentes, crianças e idosos. Entretanto, ao mesmo tempo em que se considera o presidente norte-americano, Donald Trump, explosivo e louco por desafiar a Coreia do Norte, este país vive numa realidade completamente descolada do mundo, em que os princípios mais básicos de humanidade são completamente violados.

É loucura propor uma guerra em pleno século XXI? Com certeza. Porém, pode ser também considerada loucura a tentativa de frear o regime totalitário de Kim Jung-un, uma vez que não se sabe quais são as intenções nucleares do ditador?

É uma questão extremamente delicada, que envolve a violação dos direitos do ser humano, o potencial risco ligado ao ditador norte-coreano, uma potencial terceira grande guerra e algumas poucas opções diplomáticas. Apoiar uma guerra é algo muito difícil, porém, aceitar que a Coreia do Norte siga nesse caminho totalitário e extremamente perigoso para o restante da humanidade é uma temeridade de peso similar. Seja qual for o caminho escolhido, resta-nos torcer para que os danos colaterais sejam os menores possíveis.

Felipe Morandi é empresário e associado do IEE

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