Um estudo divulgado nesta semana pela Universidade de Tecnologia e Design de Singapura prevê que o fim da pandemia do novo coronavírus no Brasil deve ocorrer entre junho e agosto deste ano. De acordo com os dados, 97% da pandemia terminará no dia 1 de junho no país, e 100% da situação estaria normalizada em 23 de agosto.
Porém, apesar de a análise ter sido feita com base em dados oficiais, o estudo pode não refletir a realidade. Isso porque, no Brasil, a explosão de mortes por doenças respiratórias e de óbitos registrados em cartórios indicam uma forte subnotificação de casos de covid-19.
O país atingiu nesta quarta-feira (29), a marca de 66.501 pessoas contaminadas, com 4.543 mortes pelo novo coronavírus e, com esse resultado, entrou para a lista dos dez países que mais registram vítimas da doença.
Mas os dados mostram que, com os mais de 2,5 mil casos potencialmente não notificados, o Brasil pode ser o sexto país com mais mortos – atrás apenas de Estados Unidos, Itália, Espanha, França e Reino Unido.
De acordo com a análise da Universidade, no cenário global, 97% da pandemia deve chegar ao fim em 30 de maio, e em 1 de dezembro deste ano, a situação estaria totalmente controlada.
No mundo, já são contabilizados mais de 3,1 milhões de casos de infectados e mais de 217 mil mortes pela covid-19. Os dados são de levantamento em tempo real realizado pela Universidade Johns Hopinks.
Brasil passou a China
O Ministério da Saúde confirmou o registro de 5.017 óbitos por coronavírus. Com isso, o país passou a China no número de mortes pela Covid-19 – até agora, a nação asiática registrou 4.637 vítimas fatais, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças (UE).
De acordo com o balanço do ministério, o número de casos confirmados cresceu 8,1% nas últimas 24 horas, com 5.385 registros. Já a quantidade de óbitos subiu 10,4%, com 474 mortes notificadas de segunda para terça.
A China confirmou o primeiro óbito pelo novo coronavírus no dia 11 de janeiro. Agora, foi ultrapassada pelo Brasil, que registrou oficialmente a primeira morte pela Covid-19 no dia 17 de março.
O dado mostra como o número de fatalidades no país está avançando significativamente mais rápido que na nação asiática, onde surgiu a nova doença.
Outra marca importante é que, na China, o número de casos e óbitos segue estável nas últimas semanas, um sinal de que o registro de coronavírus no país já tem a curva “achatada”, o que pode ser o primeiro passo para controlar a doença.
O Brasil, por sua vez, segue uma marcha acelerada de novos registros de infecções e mortes, com um índice crescente de diagnósticos, semelhante aos vistos nos EUA, Espanha e Itália, os três países com o maior número de casos confirmados até agora. Não há indícios de “achatamento” desta curva epidemiológica.
