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“Eu tenho o direito constitucional de ir e vir”, diz Bolsonaro, ao passear por Brasília e visitar comércio

O presidente Jair Bolsonaro voltou a passear por Brasília na manhã desta sexta-feira, pelo segundo dia consecutivo. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a passear por Brasília na manhã desta sexta-feira (10), pelo segundo dia consecutivo, em meio à pandemia do novo coronavírus. Bolsonaro visitou uma drogaria no bairro do Sudoeste, ficou em frente ao balcão do comércio e não respondeu sobre o propósito da visita. Questionado sobre para mais onde iria hoje, respondeu: “Eu tenho o direito constitucional de ir e vir. Ninguém vai tolher minha liberdade de ir e vir”, disse.

A primeira parada foi no Hospital das Forças Armadas (HFA) em Brasília. A visita não constava na agenda oficial, mas se tratou de um encontro de Bolsonaro com o corpo clínico do hospital, segundo fontes. Mais cedo, o presidente se encontrou com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, no Palácio da Alvorada. O ministro acompanhou o presidente na visita ao HFA.

Questionado sobre o que foi fazer no HFA, Bolsonaro disse que foi “tomar sorvete”. Os jornalistas insistiram na pergunta, e Bolsonaro respondeu então que foi “fazer teste de gravidez”.

Após deixar o hospital, o presidente visitou uma drogaria e, em seguida, o seu apartamento no Sudoeste, que tem desde quando era deputado federal e recebia auxílio-moradia. Hoje, lá mora seu filho Jair Renan. Ele fez aniversário nesta sexta-feira, 10 de abril. Enquanto visitava o filho, moradores do bairro se dividiram entre gritos de apoio, “panelaço” e vaias ao presidente. Ao sair, Bolsonaro não comentou a visita. Quando deixava o local, chegou inclusive a passar o punho no nariz antes de cumprimentar apoiadores.

Defensor da reabertura imediata do comércio, o presidente foi ontem a uma padaria, em Brasília. Durante o trajeto o presidente recebeu manifestações de apoio, mas também ouviu vaias. Ao voltar para o Palácio da Alvorada, conversou com apoiadores e voltou a defender que todas as atividades econômicas são essenciais.

Ao longo desta semana, em meio à crise com seu ministro da Saúde, Henrique Mandetta, Bolsonaro fez alguns passeios por Brasília, contrariando as recomendações das autoridades de saúde para que se mantenha o isolamento social como medida de enfrentamento ao novo coronavírus.

Na terça-feira (7), saiu para jantar com um pastor. Na quinta (9), logo após o vazamento de uma conversa entre o ministro Onyx Lorenzoni (Cidadania) e o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) na qual criticam Mandetta, Bolsonaro deixou o Palácio do Planalto e foi a uma padaria na Asa Norte, área nobre de Brasília.

No domingo retrasado (29), Bolsonaro circulou pelo comércio de Brasília provocando aglomeração. As informações são dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo.

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