A segunda edição do “Jurássicos do Judô” reuniu professores com mais de 70 anos que tiveram uma trajetória de sucesso no Rio Grande do Sul. O encontro ocorreu na manhã deste sábado (18), no Grêmio Náutico Gaúcho, localizado na Região Central de Porto Alegre.
O primeiro evento havia sido realizado há quase 10 anos, em abril de 2016, com idealização do judoca Willy Schneider, de 54 anos. Willy pratica a modalidade desde os 4 anos e, atualmente, já acumula mais de 312 medalhas.
“Alguns judocas fazia 30 anos que não se viam. Alguns já partiram, infelizmente. Mas, hoje o judô está proporcionando isso. Muitos vieram de longe pra esse encontro. Estamos muito felizes de poder colocar o kimono novamente”, conta Willy.
Para o judoca Wilson Escandiel, 73, o momento marca a união e a força da modalidade no estado. “É poder encontrar a velha guarda, abraçar aqueles amigos de 60, 70 anos atrás. Para nós, isso representa muito e fazemos essa força para que, a cada ano, esse momento aconteça”, declara.
No tatame, a emoção e as lembranças tomaram conta dos 20 judocas presentes. Entre eles, a primeira mulher faixa preta da Região Sul do país, que conquistou o título em 1969. Léa Maria Chaves Linhares, 73, fez questão de relembrar momentos marcantes da carreira em que lutou para conseguir o seu espaço. “Coloquei na minha cabeça que eu tinha que mostrar que mulher também podia ser faixa preta. Na época era proibido a mulher praticar judô, mas eu não desisti e hoje estou aqui contando a minha trajetória”, relembra Léa.
Crianças e adolescentes também confraternizaram
