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Ex-deputada federal Flordelis completa 30 dias presa, sem visitas, mas participando de cultos

A ex-deputada federal aguarda o julgamento de um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no qual pede a revogação de sua prisão preventiva. (Foto: Fernado Frazão/Agência Brasil)

A pastora e ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza completou um mês de sua prisão nesta segunda-feira (13). Ela está na penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, acusada de ser mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. A ex-deputada federal aguarda o julgamento de um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no qual pede a revogação de sua prisão preventiva.

De acordo com a advogada Janira Rocha, a pastora ocupa uma cela reservada para pessoas com algum tipo de comorbidade em razão do seu estado de saúde. A ex-parlamentar faz uso de medicação controlada por causa de sequelas causadas por um acidente vascular cerebral (AVC).

Ainda segundo Janira, Flordelis gasta boa parte de seu tempo atrás das grades na biblioteca, onde faz a leitura de livros religiosos e de Ciência Política, graduação que fazia antes de ser presa. Ela também participa de pequenos cultos dentro da cadeia, junto com outras presas. A pastora faz apenas orações com as outras internas, sem conduzir qualquer cerimônia.

“São cultos coletivos, pequenos, onde todas oram, não dá para dizer que ela está pastoreando na cadeia. Mas há um assédio das outras presas nesse sentido”, relata Janira.

De acordo com a advogada, Flordelis não recebeu visita de nenhum de seus familiares. Quatro deram entrada com pedidos para se cadastrarem como visitantes, mas dois tiveram solicitação negada por possuírem apenas vínculo afetivo com a pastora. Outros dois ainda não tiveram respostas sobre os requerimentos.

Além do habeas corpus pedindo para responder o processo em liberdade, Flordelis aguarda o julgamento de um recurso contra decisão da juíza Nearis dos Santos Carvalho, da 3ª Vara Criminal de Niterói, determinando que a pastora vá a júri popular por ser mandante da morte do marido.

“Ela, obviamente, está muito triste, mas esperançosa de uma decisão favorável à que aguarde o júri em casa”, relata Janira.

Flordelis foi presa na noite de 13 de agosto, dois dias após ter perdido seu cargo de deputada federal. Ela teve o mandato cassado após os deputados terem entendido que a pastora cometeu quebra de decoro parlamentar. A prisão preventiva – sem prazo para terminar – foi decretada pela juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce. As informações são do jornal Extra.

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