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Ex-deputada federal Flordelis é expulsa do PSD

Ela perdeu o mandato no último dia 11, acusada de se valer do prestígio de parlamentar para embaraçar as investigações sobre o assassinato do pastor Anderson do Carmo. (Foto: Fernado Frazão/Agência Brasil)

A ex-deputada federal Flordelis não faz mais parte dos quadros do Partido Social Democrático, o PSD. A pastora e cantora gospel foi expulsa da legenda pela Executiva Nacional, em uma decisão tomada rapidamente após sua cassação na Câmara dos Deputados.

Ela perdeu o mandato no último dia 11, acusada pelo relator Alexandre Leite (DEM-SP) de se valer do prestígio de parlamentar para embaraçar as investigações sobre o assassinato do pastor Anderson do Carmo, marido de Flordelis.

Na segunda-feira seguinte, no dia 16, a Executiva bateu o martelo e a excluiu. O registro público no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no entanto, só estará disponível em outubro, quando a corte fará uma atualização do sistema.

O primeiro suplente do partido, o vereador Jones Moura, se prepara para tomar posse na semana que vem.

Júri popular

O MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) voltou a defender que a ex-deputada federal Flordelis e outros réus acusados do assassinato do pastor Anderson do Carmo, em 2019, sejam levados a júri popular. A defesa da parlamentar havia entrado com recurso contra a decisão do Tribunal do Júri que determinou que o caso fosse a júri popular.

O MP-RJ apresentou parecer contrário a esse recurso na última sexta-feira (20), por meio da 4ª Procuradoria de Justiça. O pedido da defesa de Flordelis será julgado pela 2ª Câmara Criminal.

A ex-deputada foi transferida na semana passada para o presídio Talavera Bruce, no Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ela está presa preventivamente desde decisão do juízo da 3ª Vara Criminal de Niterói, de 13 de agosto.

O assistente de acusação do processo havia solicitado a transferência da ex-deputada para Unidade Prisional Nilza da Silva Santos, situada em Campos dos Goytacazes, Norte fluminense.

“A opção de acautelamento na comarca de Campos dos Goytacazes, por ora, diante dos direitos e garantias dos presos, que devem ser priorizados dentro do possível, mostra-se inadequada, especialmente em razão da distância desta comarca em relação àquela”, considerou a magistrada, em sua decisão.

A juíza também reforçou a proibição de qualquer contato entre os réus do processo. Flordelis é acusada da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, morto a tiros em junho de 2019, e responderá por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima –, tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada. Outros dez réus também respondem pelo assassinato. As informações são do jornal O Globo, da Agência Brasil e do TJ-RJ.

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