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Ex-ministro Barbosa disse que Dilma fracassou no combate à corrupção, mas não vê força suficiente no argumento das pedaladas para seu afastamento

Não é a primeira vez que o PSB pressiona o ex-ministro. Em abril, a bancada da legenda na Câmara divulgou manifesto público cobrando do ex-ministro contribuição para que a sigla possa “revigorar” projeto eleitoral apresentado em 2014. (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa afirmou ter dúvidas sobre o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff em curso no Congresso e defendeu que a população seja consultada em caso de novas eleições.

Para Barbosa, as acusações contra a presidenta (pedaladas fiscais) são fracas e colocam a nação diante de um grave problema de “proporcionalidade”. “Há, nesse fundamento, um problema sério de proporcionalidade. Eu não estou dizendo que a presidente não descumpriu essas regras da lei orçamentária, da lei de responsabilidade fiscal, o que estou querendo dizer que é desproporcional, é brutal.” Barbosa condenou a relação entre os poderes no Brasil e disse que Dilma fez escolhas erradas e acabou “engolida”. Na opinião dele, a petista não “soube usar a extraordinária força do cargo que ela exerce para combater algo que vem gangrenando as instituições do País, que é a corrupção”. (Fábio Bispo/AE)

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