O ex-ministro Cid Gomes durou menos de três meses na pasta da Educação do governo da presidenta Dilma Rousseff. Mesmo rifado pela chefe, que, à época, preferiu o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-governador do Ceará ainda se mostra um aliado fiel.
Às vésperas de a Câmara dos Deputados começar a votar pedido do impeachment da petista, Cid tenta tumultuar o processo, e, quem sabe, dar e ela uma “sobrevida”, tentando impedir que o vice, Michel Temer, assuma o poder no caso da saída, cada vez mais iminente, da chefe do Executivo.
Cid, que é irmão do também ex-ministro Ciro Gomes, ambos pedetistas, protocolou um novo pedido de impeachment contra Temer. O argumento do político que governou o Ceará com mãos de ferro e não viu problemas em levar a sogra para uma viagem à Europa, em 2008, com direito a jatinho particular e hospedagem nos melhores hotéis do continente, pagos pelos cofres do estado, é de que o peemedebista teria cometido crime de responsabilidade fiscal. Ele não cita, porém, as “pedaladas fiscais”, que podem provocar a queda de Dilma.
Para ele, Temer não pode assumir o comando do País porque teria indicado Jorge Zelada para a diretoria internacional da Petrobras e por ter sido citado na delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS).
Ao falar de sua tentativa de impedir Temer, Cid Gomes é claro: um eventual governo do PMDB pode ser tão desastroso quanto o do PT atualmente. “Ruim por ruim”, é melhor ficar com Dilma até o fim, mesmo com a economia paralisada. (DSP)
