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Ex-participante de reality show é condenada após alegar ter sido estuprada

Gina-Lisa Lohfink. (Foto: Reprodução)

Uma modelo alemã foi condenada a pagar uma multa após fazer falsa comunicação de crime e alegar que havia sido estuprada por dois homens. A Justiça da Alemanha fixou uma pena de 20 mil euros, aproximadamente 70 mil reais, considerando que o sexo não foi forçado e sim consentido. O caso envolve a modelo alemã Gina-Lisa Lohfink, ex-participante do reality show “Germany´s Next Top Model”.

O caso vem gerando discussões e um grande embate na Alemanha. Um vídeo que mostra a modelo fazendo sexo com dois homens caiu nas redes sociais em 2012. Nas cenas, Lohfink aparece dizendo “não”. Desde que as imagens vieram à tona, a modelo afirma e garante que teria sido estuprada, mas, depois do julgamento, os dois homens acusados foram absolvidos, e a modelo acabou sendo acusada de falso testemunho.

Segundo a promotoria, a modelo “mentiu e deliberadamente enganou os investigadores”. Ainda segundo a Justiça, o sexo foi consensual, e ela estava dizendo “não” para a gravação. Gina-Lisa disse em seu depoimento que “eu não queria o sexo, nem a filmagem”, de acordo com a imprensa local. “Não estou aqui para ficar famosa”, alegou a mulher.

A modelo chorou quando ouviu a decisão, que seu advogado classificou como “escandaloso”. Um dos homens acusados se declarou culpado por distribuir vídeo com conteúdo sexual.

O episódio gerou tanta repercussão que influenciou mudanças nas leis sobre o estupro na Alemanha. Em julho, seguindo uma tendência já observada em outros países, os alemães aprovaram um novo texto segundo o qual “não significa não”, mesmo que a vítima não resista fisicamente.(AD)

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