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Ex-presidente do BNDES chega ao Brasil para ser ouvido pela Polícia Federal

Luciano Coutinho presidiu o banco entre 2007 e 2016. (Foto: ABr)

O ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no período entre 2007 e 2016, Luciano Coutinho, chegou nessa quarta-feira ao Brasil. Ele desembarcou no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Na semana passada, o economista havia sido alvo de um mandado de condução coercitiva para prestar depoimento na investigação da PF (Polícia Federal) que apura possíveis irregularidades em empréstimos concedidos pela instituição.

Como Coutinho estava no exterior, não houve condições para que o mandado fosse cumprido. Por esse motivo, a oitiva foi então remarcada para o dia 22 de maio. “Eu estarei sempre à disposição, portanto a condução coercitiva é uma medida inteiramente desnecessária”, afirmou Coutinho ao desembarcar em Guarulhos.

No final da semana passada, a PF deflagrou a Operação Bullish, que investiga fraudes e irregularidades em aportes concedidos pelo BNDES, por meio do BNDES-Par, braço de participações do banco, ao grupo brasileiro JBS/Friboi.

Há indícios de gestão temerária e fraudulenta por parte do banco, além de corrupção de agentes públicos. Por ordem da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, os passaportes de todos os investigados têm que ser apreendidos pela PF.

Os aportes, realizados no período entre 2007 e 2011, tinham como objetivo a aquisição de empresas do ramo de frigoríficos, no valor total de 8,1 bilhões de reais. A suspeita é que o BNDES tenha favorecido o JBS/Friboi, um dos maiores conglomerados frigoríficos do mundo e do qual a BNDES-Par detém 21% do controle.

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