Ex-vereador petista da cidade de Americana (SP), Alexandre Romano, preso na 18ª fase da Operação Lava-Jato, em agosto deste ano, empurrou o ex-presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia (PT-RS) para o escândalo da Lava-Jato. Acusa-o de ser o proprietário oculto de um apartamento em Miami (EUA), comprado com verbas de corrupção. Um montante de 671 mil dólares – o equivalente a 2,5 milhões de reais.
O caso foi relatado na última edição da revista Veja. Conhecido como Chambinho, o ex-vereador foi preso sob a acusação de gerenciar a distribuição de propinas de 50 milhões de reais, obtidas por meio de contrato da empresa de informática Consist com o Ministério do Planejamento. Ele negocia um acordo de delação premiada.
Ao depor sobre os segredos de que tem conhecimento, o ex-vereador relatou aos investigadores o enredo secreto do apartamento. Deu-se em agosto passado. A polícia já havia apreendido cópia da escritura do imóvel. No testemunho, Chambinho declarou que, embora esteja registrado em nome de uma empresa que ele abriu na Flórida (EUA), o apartamento pertence a Maia.
O parlamentar nega o fato. Reconhece que passou férias no imóvel de Miami. No entanto, afirma que foi a convite do ex-vereador, “uma única vez”, por apenas dez dias. O apartamento mede 164 metros quadrados e está localizado em um condomínio situado a poucos metros da praia. O espaço também é equipado com uma marina e um spa. (Josias de Souza/Folhapress)
